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Eleições 2026Minas Gerais

Simões ataca Eduardo Cunha: "Cadáver tentando ressuscitar em MG".

Governador disse que a polarização atrasou as negociações para as eleiçõe e criticou a influência de lideranças nacionais na política de MG

02/08/2026 15:08, atualizado 02/08/2026 15:49
Larissa Ricci/ Metrópoles
Mateus Simões (PSD) é o atual governador de Minas Gerais e candidato à reeleição.

Belo Horizonte – Oficializado neste domingo (2/8) como candidato à reeleição ao Governo de Minas pelo PSD, Mateus Simões chamou o ex-deputado federal Eduardo Cunha de “cadáver” ao comentar as articulações para as eleições de 2026. Ao analisar o cenário, Simões atribuiu a indefinição à polarização política:

“A polarização levou ao retardamento das decisões e os oportunistas de plantão viram aí uma possibilidade de ressuscitar cadáveres como o de Eduardo Cunha. Afinal de contas, eu continuo me perguntando como é que um presidiário cassado do Rio de Janeiro veio parar em Minas Gerais para ser candidato a deputado estadual”, disse.

A declaração foi dada ao ser questionado sobre a demora na definição das chapas majoritárias em Minas. Até o momento, todas as candidaturas ao governo oficializadas pelas convenções partidárias seguem sem um vice definido e, em alguns casos, também sem a composição completa para o Senado.

Na sequência, o governador também criticou a influência de lideranças nacionais nas negociações políticas em Minas. “Eu não consigo entender por que não são os políticos mineiros que estão tomando as decisões das outras chapas. Na nossa chapa, são os políticos mineiros. Nós temos aqui os deputados estaduais, deputados federais, o nosso senador, presidente do partido. (…) Nós decidimos quem são os candidatos que representam Minas Gerais. Não veio ninguém de fora dizer para a gente quem vai comandar a política.”

Cunha é alvo de uma investigação da Polícia Federal que apura a suposta indicação irregular do destino de R$ 6,1 milhões em emendas parlamentares quando já não exercia mandato. Cassado em 2016 e condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas — condenação parcialmente anulada pelo STF em 2023 —, o ex-deputado nega irregularidades.

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Conforme o Metrópoles mostrou no mês passado, Eduardo  pretende disputar uma vaga de deputado federal por Minas Gerais pelo Republicanos, apesar de enfrentar resistência dentro da própria legenda.

As declarações  de Simões foram dadas durante a convenção estadual do PSD, realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que oficializou a candidatura de Simões à reeleição ao Palácio Tiradentes.

Cunha reage

Em publicação nas redes sociais, Eduardo Cunha afirmou que Simões o atacou “de forma baixa” e atribuiu a crítica ao “desespero” e ao “isolamento político” do governador.

“O vice-governador de Minas, que sem ter tido qualquer voto assumiu o governo, resolveu me agredir de forma baixa, sem qualquer motivo para isso, talvez no desespero do seu isolamento político e da acachapante derrota que vai sofrer”, escreveu.

O ex-deputado também negou qualquer participação nas articulações do Republicanos para a disputa ao governo de Minas. “Eu não tenho qualquer participação nas articulações ou decisões do meu partido, o Republicanos, sobre candidaturas majoritárias em Minas e no Brasil”, afirmou. Ao final, voltou a atacar Simões e disse que ele é “um forte candidato a ser o quinto lugar da eleição” e que “os mineiros realmente merecem qualquer coisa melhor do que ele”.

Coligação

O PSD confirmou a coligação com o Avante e o Novo. O ex-governador Romeu Zema (Novo), candidato à Presidência da República, participou da cerimônia para prestigiar Simões. Ao lado dele estava o senador Carlos Viana (PSD), que teve o nome confirmado como um dos candidatos ao Senado pela chapa. Viana também deixou claro que apoiará Ronaldo Caiado (PSD) no primeiro turno da disputa presidencial.

A segunda vaga ao Senado, no entanto, ainda não foi definida.