Simões exonera aliado de Aro em meio a desgate por candidatura em MG
Braço direito de Aro, Castellar Guimarães foi demitido um dia após o governador acusar o ex-secretário de "virar as costas" para ele

Belo Horizonte – O governador Mateus Simões (PSD) decidiu exonerar o secretário de governo de Minas Gerais, Castellar Modesto Guimarães Neto, aliado e braço direito do ex-secretário da Casa Civil Marcelo Aro (PP). A decisão foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (31/7), um dia após o rompimento político entre Simões e Aro.
Castellar integrava o primeiro escalão desde a gestão de Romeu Zema (Novo) e era considerado um dos principais aliados de Aro dentro do Executivo mineiro. O agora ex-secretário fazia parte do grupo político conhecido nos bastidores como “Família Aro” e sua saída já era esperada desde que o ex-chefe da Casa Civil ventilou a possibilidade de lançar uma candidatura própria ao governo de Minas.
A exoneração ocorre em meio à crise entre Simões e Aro. Nessa quinta-feira (30/7), o governador afirmou estar “decepcionado” com o ex-aliado, que abandonou o projeto governista após perder espaço na chapa majoritária.
“A decepção acaba perseguindo a gente na política, porque a gente lida com gente de todos os tipos. No caso dele, que foi meu aluno, é um pouco maior porque foi abrigado no governo durante quatro anos”, afirmou Simões.
Segundo o governador, Aro “virou as costas” para o grupo ao optar por disputar o Palácio Tiradentes. A articulação ganhou força após o Republicanos retirar da mesa a possibilidade de lançar o senador Cleitinho Azevedo ao governo, abrindo espaço para que Aro se tornasse o nome da direita na disputa estadual.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa edição desta sexta do Diário Oficial, Simões também nomeou Juliano Fisicaro Borges para comandar a Secretaria de Governo de Minas. Ele ocupava o cargo de secretário-adjunto da pasta.
Nos bastidores, a expectativa é que a saída de Castellar seja apenas a primeira de uma série de mudanças no governo. Como mostrou o Metrópoles, integrantes ligados a Marcelo Aro devem deixar cargos no Executivo mineiro nos próximos dias, em um movimento de desmobilização do grupo político do ex-secretário dentro da administração estadual. Estima-se que cerca de 500 exonerações possam ocorrer.



