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Minas Gerais

Reconhecimento facial leva a 16 prisões em BH; 15 foram no Hipercentro

Parceria entre PBH e Polícia Federal resultou em 16 prisões entre julho e agosto, sendo 11 por crimes e cinco por pensão alimentícia

17/08/2026 16:06
Júnia Garrido/PBH/Divulgação
central de reconhecimento facial em BH

Belo Horizonte – A integração de sistemas de reconhecimento facial entre a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e a Polícia Federal (PF) contribuiu para a localização e prisão de 16 pessoas na capital mineira. Os resultados foram registrados entre 10 de julho e 14 de agosto, após a formalização da parceria entre as instituições.

Das 16 prisões, 11 estão relacionadas a diferentes crimes e cinco ocorreram em razão de mandados de prisão por inadimplência de pensão alimentícia. Entre os crimes estão tráfico de drogas, roubo, furto, receptação, lesão corporal, ameaça, porte ilegal de arma e corrupção ativa.

A região do Hipercentro concentrou a maior parte das ocorrências, com 15 das 16 prisões realizadas durante o período.

A parceria foi formalizada em 9 de julho e integra as ações do Muralha BH, programa desenvolvido pela Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção (SMSP), em parceria com a Prodabel.

Como funciona

As câmeras de monitoramento do município enviam imagens para a plataforma disponibilizada pela Polícia Federal, responsável pelo processamento e pela geração de possíveis alertas de identificação.

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Quando o sistema aponta uma possível correspondência, o alerta passa por uma validação técnica realizada por profissionais da Polícia Federal. Somente após essa etapa podem ser adotadas medidas operacionais pelas forças de segurança.

Segundo a Prefeitura, o reconhecimento facial funciona como uma ferramenta de apoio e não realiza prisões ou toma decisões de forma autônoma. A abordagem e demais procedimentos dependem da atuação dos agentes de segurança e dos protocolos estabelecidos.

A integração também pode auxiliar na localização de pessoas procuradas pela Justiça e de pessoas desaparecidas.

Muralha BH

O Muralha BH prevê a integração gradual de tecnologias, câmeras e bases de dados para ampliar o monitoramento urbano e apoiar ações de prevenção e segurança.

De acordo com a Prefeitura, mais de 10 mil câmeras deverão ser instaladas em pontos estratégicos de Belo Horizonte, como praças, parques, escolas, centros de saúde, vias de grande circulação, corredores urbanos, acessos ao Anel Rodoviário e divisas com municípios vizinhos.

Além dos novos equipamentos, câmeras que já estão instaladas na capital também podem ser integradas ao sistema.

A proposta é reunir diferentes tecnologias e informações para ampliar a capacidade de monitoramento e agilizar a resposta das instituições de segurança.