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Minas Gerais

Quem é vereador acusado de assediar servidora com "elogio" a sexo oral

Vereador de Piraúba nega acusações e afirma que, devido a problemas de saúde, vai apresentar a renúncia nos próximos dias

16/06/2026 16:58, atualizado 16/06/2026 17:09
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Reprodução/Redes Sociais
Ex-presidente da Câmara Municipal de Piraúba, Josmar Xavier

Belo Horizonte – Alvo de uma denúncia por quebra de decoro parlamentar, o vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Piraúba, na região da Zona da Mata mineira, Josmar Xavier (PSD), foi acusado de ter dito para uma servidora que o marido dela não a largava por fazer sexo oral diferenciado. Na época, a mulher estava realizando um tratamento odontológico devido a um dente no “céu da boca”.

Frente às denúncias, o parlamentar negou as acusações e disse que foram brincadeiras com pessoas com as quais ele julgava ter intimidade e disse que ninguém nunca reclamou sobre suas falas.

Ele não esteve presente na abertura do processo de cassação, que contou com apoio unânime da Câmara, por estar afastado por questões de saúde.

Em contato com a reportagem do Metrópoles, Xavier afirmou que, devido a problemas de saúde seus e de seus familiares, já havia decidido deixar a vereança e disse que deve apresentar sua renúncia nos próximos dias.

O pessedista está em seu segundo mandato no legislativo municipal. Na primeira vez, em 2020, recebeu 281 votos, equivalente a 3,94% do eleitorado, na época era filiado ao Podemos; já em 2024, recebeu o apoio de 261 eleitores, caindo para 3,32%.

Ele chegou a presidir a Câmara de janeiro a dezembro de 2025, período que avaliou como desgastante e que contribuiu para agravar sua saúde mental.

A denúncia

A denúncia apresentada pelo advogado Thiago Crivellari imputa ao vereador condutas como “comentário público de conotação sexual e misógina contra servidora, com utilização indevida de informação sigilosa de saúde obtida exclusivamente em razão do cargo; mensagens, áudios e cobranças intimidatórias à procuradora do Poder Legislativo; e comentário de cunho sexual”.

Uma das supostas vítimas seria a esposa de Thiago, Alessandra Crivellari, que teria ouvido do parlamentar que, quando ela começou a trabalhar no local, em 2025, era “cabo de vassoura”, mas que, neste neste ano, estava “boazuda”.

O episódio com a servidora teria ocorrido em sua sala, em fevereiro deste ano, além de uma suposta série de demandas e cobranças que ele, quando era presidente da Câmara, exigia da procuradora para tratar de temas considerados banais ou alheios às atribuições.