Ex-aluno de Etec expõe assédio de professor por mensagens: “Gostoso”
Ex-aluno denunciou professor de Escola Técnica de Cubatão, na Baixada Santista, por perseguição e assédio. Docente foi afastado do cargo

Um ex-aluno da Escola Técnica Estadual (Etec) de Cubatão, na Baixada Santista, denunciou um professor da instituição por perseguir e enviar mensagens de teor sexual que teriam começado há cerca de dois anos. Por conta da investigação, o docente foi afastado cargo até a conclusão da apuração.
O jovem estudou na instituição entre 2023 e 2024, quando cursou o 3º ano do Ensino Médio. No meio do ano, ele começou a receber as primeiras mensagens com teor sexual, sem saber de quem as enviava. Nos prints das conversas, é possível ver diversos momentos em que o professor chamou o aluno de “lindo” e “gostoso”.
No início, sem saber quem mandava as mensagens, o ex-aluno resolveu simular uma transferência via Pix para tentar identificar o nome vinculado ao número de telefone que o importunava. Ali, conseguiu descobrir que se tratava do docente e imediatamente o bloqueou.
Os episódios se repetiram ao longo de 2025, por outros aplicativos. A última vez em que o episódio ocorreu, segundo relato do jovem, foi no último domingo (7/6), quando ele recebeu uma nova mensagem via Telegram em que o homem escreveu: “Gostoso” e “Bundudo gostoso”.
Depois da nova investida, o ex-aluno registrou um boletim de ocorrência, destacando que o comportamento do docente é “excessivamente íntimo, inadequado e com teor sexual sugestivo”. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso é investigado pelo 3º DP de Cubatão.
Professor foi afastado
Em nota, o Centro Paula Souza (CPS), gestor das Etecs, informou que o professor foi afastado de suas atividades até a conclusão da apuração preliminar do caso. Assim que soube das denúncias, o órgão diz ter prestado acolhimento ao ex-aluno e o orientado a registrar um boletim de ocorrência.
“O Centro informa que possui uma Comissão Permanente de Orientação e Prevenção contra o Assédio Moral e Sexual para capacitação de profissionais, visando conscientizar a comunidade acadêmica e seus funcionários sobre respeito irrestrito aos direitos civis. O Centro Paula Souza segue acompanhando o caso e está à disposição das autoridades. O CPS repudia toda e qualquer forma de assédio dentro e fora de suas unidades”, informou.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP
Frequência de envio: Diário
Ver todas











