Público pode dar nomes a trigêmeos de onça-pintada em MG. Veja regras. Vídeo
Votação ocorre por meio de formulário on-line e vai até o dia 10 de maio; cada filhote de onça tem quatro opções inspiradas na fauna e flora
atualizado
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Belo Horizonte — Três filhotes de onça-pintada registrados no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, em Minas Gerais, estão participando de uma votação popular para a escolha dos nomes. Os animais nasceram em 2025, e imagens inéditas foram feitas no Cerrado mineiro.
A iniciativa faz parte do projeto “Onças: Guardiãs do Grande Sertão Veredas”, que monitora os animais na região.
Os trigêmeos foram flagrados por câmeras instaladas pela organização Onçafari em 2025 — um marco científico, já que é a primeira ninhada de três filhotes de onça-pintada documentada no local.
Até o dia 10 de maio, o público pode votar nos nomes por meio de formulário on-line. Cada filhote tem quatro opções, inspiradas na fauna, flora e cultura do Cerrado:
- Filhote 1: Baru, Mangaba, Pequi ou Davi
- Filhote 2: Murici, Jaguarandi, Bugre ou Jaborandi
- Filhote 3: Kutúk, Mambaí, Urucuia ou Kokwã
O resultado será divulgado nas redes sociais da ONG e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
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Monitoramento no Cerrado
Desde 2024, as onças-pintadas da região são acompanhadas por meio de armadilhas fotográficas espalhadas por cerca de 93 mil hectares — área equivalente a três vezes Belo Horizonte. Os equipamentos são acionados automaticamente ao detectar movimento.
Até agora, já foram identificadas 27 onças na porção mineira do parque, sendo seis de pelagem preta, conhecidas como panteras-negras. Segundo os pesquisadores, trata-se de uma das maiores concentrações desse tipo no mundo.
Importância para o meio ambiente
As onças-pintadas são consideradas “espécies guarda-chuva”, ou seja, ajudam a manter o equilíbrio de todo o ecossistema. Ao proteger o animal, também se preservam florestas, rios e outras espécies.
Apesar disso, o felino enfrenta ameaças como o desmatamento e a redução de presas naturais, o que pode levar a conflitos com humanos.
Para minimizar esses impactos, o projeto aposta na criação de corredores ecológicos, que conectam áreas de vegetação nativa e permitem a circulação dos animais.
A iniciativa é financiada com recursos de medidas compensatórias por meio da Plataforma Semente, vinculada ao MPMG.
