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Minas Gerais

Prefeito propõe tirar Paulo Freire do nome de escola em MG: "Vergonha"

Projeto enviado à Câmara prevê substituir homenagem ao educador pelo nome de médico que atuou por 48 anos na cidade

02/10/2026 11:25
Redes sociais/ Reprodução
Mudança proposta pela prefeitura provocou críticas nas redes sociais; projeto ainda depende da Câmara

Belo Horizonte — A Prefeitura de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, propôs trocar o nome da Escola Municipal Professor Paulo Freire por Escola Municipal Dr. Cantídio Cotta de Figueiredo. A proposta foi encaminhada pelo prefeito Sadi Lucca à Câmara Municipal em 11 de junho deste ano.

Na justificativa, a prefeitura afirma que a mudança não representa uma desconsideração à trajetória de Paulo Freire, educador brasileiro, e que a intenção é homenagear uma personalidade ligada à história de Coronel Fabriciano.

“Reconhece-se e respeita-se a relevante contribuição do Professor Paulo Freire para a educação brasileira e mundial, bem como a importância de seu pensamento para a formação pedagógica e para o debate educacional”, diz trecho da justificativa.

Quem foi Cantídio Cotta de Figueiredo

Natural de Dom Silvério, na Região Central de Minas Gerais, Cantídio Cotta de Figueiredo mudou-se para o Rio de Janeiro em 1951 para estudar medicina. Formou-se pela então Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e se especializou em ginecologia e obstetrícia.

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No início da década de 1960, mudou-se para Coronel Fabriciano. De acordo com a prefeitura, Cantídio trabalhou durante 48 anos no antigo Hospital Nossa Senhora do Carmo e teria participado do nascimento de mais de 40 mil crianças ao longo da carreira.

O médico também dirigiu o Hospital Nossa Senhora do Carmo e a Delegacia Regional de Saúde e exerceu a função de médico perito coordenador pelo Ministério da Saúde até 1999.

Cantídio também teve atuação política. Entre 2001 e 2005, ocupou o cargo de vice-prefeito de Coronel Fabriciano.

Ele deixou de exercer a medicina por volta dos 90 anos, durante a pandemia de Covid-19, e morreu em 27 de janeiro de 2024, aos 94 anos.

Mudança repercute nas redes sociais

A proposta de mudança do nome da escola provocou críticas nas redes sociais. Em uma publicação sobre o assunto, usuários questionaram a necessidade da alteração:

“Tanta coisa precisando ser feita e gastar tempo e dinheiro para mudar nome de escola”, escreveu um internauta. “É incrível como esse povo não tem nada pra fazer”, comentou outra pessoa.

Também houve manifestações como “Que proposta vergonhosa!”, “Que vergonha” e “Nossa, inacreditável”. Outra usuária classificou a iniciativa como “muita falta de cultura”.