Políticos de MG apostam que Cleitinho pode desistir mesmo liderando
Pesquisa Genial/Quaest mostra Cleitinho liderando cenários para o governo de Minas, mas senador evita confirmar candidatura
atualizado
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Belo Horizonte – Os grupos políticos que almejam o governo de Minas estão estudando com atenção a pesquisa Genial/Quaest que mostrou o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) liderando em todos os cenários e ainda acreditam que o parlamentar não vai levar até o fim sua candidatura ao Palácio Tiradentes.
Cleitinho foi econômico ao comentar o levantamento divulgado na terça (28/4), que o mostrou superando seus adversários com porcentagens acima da margem de erro em todos os cenários de 1º e 2º turnos.
“Quero agradecer todo povo mineiro pelo reconhecimento. Tá na mão de Deus e na vontade do povo”, escreveu o senador sobre a pesquisa.
Ele tem dito que vai deixar para junho a decisão sobre concorrer ou não, abandonando no meio seu mandato de 8 anos como senador.
Os adversários de Cleitinho na direita e na esquerda acreditam que a indefinição vai mesmo seguir ao longo do mês de maio, num cenário que também deixa os líderes das pesquisas presidenciais, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), sem palanque garantido em Minas até agora.
Números mostram cenário aberto mesmo com Cleitinho
Políticos mineiros com quem o Metrópoles conversou chamam a atenção para dois dados da pesquisa Quaest que indicariam que a liderança de Cleitinho não é tão consolidada: 86% dos eleitores estão indecisos na espontânea e 60% dos mineiros ainda admitem mudar de escolha.
Em mensagem enviada ao Metrópoles, o atual governador e pré-candidato à reeleição Mateus Simões (PSD), que variou entre 3% e 5% nos cenários da pesquisa, disse estar sereno.
“Aqui em Minas estamos acostumados com candidatos que saem em condições menos favoráveis nas primeiras pesquisas e depois ganham a eleição”, disse Simões, que é um dos principais interessados em uma eventual desistência de Cleitinho, de quem é próximo politicamente.
Outras análises
A pesquisa Quaest também trouxe boas perspectivas para o ex-prefeito de BH Alexandre Kalil (PDT), que aparece em segundo lugar e até em primeiro na ausência de Cleitinho.
Kalil, porém, tem a maior rejeição entre os testados.
O pedetista também é outro pré-candidato bem posicionado ao governo cuja eventual desistência interessaria muito a um adversário do mesmo campo: o senador Rodrigo Pacheco (PSB).
No final de março, em visita a Minas, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse que a “chapa dos sonhos” do partido de Lula em Minas teria Pacheco concorrendo ao governo e Marília Campos (PT) e Alexandre Kalil (PDT) concorrendo ao Senado.
Como Cleitinho, porém, Kalil está segurando seu capital político para uma decisão a ser tomada no futuro.















