PL e Pacheco mexem no tabuleiro, mas cenário segue aberto em MG
PL filia Flávio Roscoe como opção ao governo, enquanto Pacheco se aproxima do PSB; alianças seguem indefinidas no estado-chave da eleição
atualizado
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Belo Horizonte – O tabuleiro eleitoral de Minas Gerais está em movimento. Por enquanto, os dois pré-candidatos mais fortes nas pesquisas nacionais, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), não têm palanque fechado nesse estado-chave para a eleição, mas avançaram nas articulações nos últimos dias.
Lula ainda busca viabilizar um nome competitivo em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Já Flávio Bolsonaro enfrenta o desafio de organizar uma base fragmentada no estado.
O PL vai filiar nesta terça o até então presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe. Ele será um trunfo do partido do senador Flávio Bolsonaro em articulações com outras siglas e pode ser candidato ao governo se não houver acordo com outra chapa. Estrela do PL em Minas, o deputado federal Nikolas Ferreira deverá estar no evento de filiação.
O nome de Roscoe pode ainda ser oferecido pelo PL para a vice em outra chapa. Duas pré-candidaturas do campo da direita são consideradas pelo PL: a do senador Cleitinho (Republicanos), que lidera nas pesquisas, e a do atual governador, Mateus Simões (PSD), que substitui Romeu Zema (Novo) no cargo. Nikolas, aliás, mostrou apoio a Simões em ocasiões recentes.
Pacheco e a chapa dos sonhos do PT
O presidente Lula tem se envolvido diretamente na articulação para ter o senador Rodrigo Pacheco, que está de saída do PSD, como seu candidato em Minas. O que falta é encontrar um partido para receber o ex-presidente do Senado e fechar uma coligação forte em torno de seu nome em um estado onde a direita parte bem posicionada.
No fim de semana, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, esteve pessoalmente em Minas para articular e disse que a “chapa dos sonhos” para o partido de Lula em Minas teria Pacheco como candidato ao governo e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) e o ex-prefeito de BH Alexandre Kalil (PDT) como candidatos ao Senado.
“Não sei se conseguirei concretizar esses sonhos, mas seria uma belíssima chapa”, disse Edinho Silva.
Pacheco ainda resiste a assumir em público a candidatura, mas está próximo de fechar filiação ao PSB, partido aliado de Lula nacionalmente e que lhe abre as portas sem crises internas.
O senador, porém, ainda mantém portas abertas para conversar com o MDB, cuja ala lulista tenta criar as condições para uma filiação de Pacheco.
Apesar dos avanços, tanto o campo de Lula quanto o de Flávio Bolsonaro ainda dependem de definições partidárias e alianças para consolidar seus palanques em Minas, considerado decisivo na disputa presidencial.









