Piloto declarou “mayday” logo após decolagem de avião que caiu em BH
Aeroporto da Pampulha e NAV Brasil confirmam pedido de socorro e problema técnico em voo com cinco pessoas
atualizado
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Belo Horizonte – O piloto do avião que caiu nesta segunda-feira (4/5) em Belo Horizonte declarou emergência — “mayday” — logo após a decolagem do Aeroporto da Pampulha, ao relatar dificuldades para ganhar altitude, segundo notas oficiais da administração do terminal e da NAV Brasil.
De acordo com a administração do Aeroporto da Pampulha, a aeronave de matrícula PT-EYT, modelo P32R, decolou às 12h16 com destino ao Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo. Pouco depois, apresentou problemas técnicos ainda na subida inicial.
A NAV Brasil informou que o piloto chegou a declarar emergência à torre de controle ao perceber que não conseguia manter a altitude após a decolagem. O alerta de “mayday” mobilizou imediatamente as equipes de emergência aeroportuária, incluindo o serviço de combate a incêndio.
Segundo a empresa, todos os procedimentos de navegação aérea foram realizados conforme as normas previstas para situações de emergência. A NAV Brasil também destacou que não houve impacto na prestação dos serviços no aeroporto.
A aeronave caiu minutos depois no bairro Silveira, na região nordeste da capital mineira, após atingir um prédio de três andares. Conforme o Corpo de Bombeiros, o impacto ocorreu na área da escadaria, evitando que moradores fossem atingidos.
Cinco pessoas estavam a bordo. O piloto Wellinton de Oliveira Pereira e o médico veterinário Fernando Moreira Souto — filho do prefeito de Jequitinhonha, Nilo Souto — morreram no local. Os corpos ainda estavam sendo retirados da estrutura da aeronave pelas equipes de resgate.
Outros três ocupantes foram socorridos em estado grave, dois deles com múltiplas fraturas. Dois estavam conscientes e um inconsciente.
A ocorrência mobilizou cinco viaturas do Corpo de Bombeiros, além de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Polícia Militar e Polícia Civil. A Defesa Civil também foi acionada para avaliar possíveis danos estruturais no prédio atingido.
O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) foi acionado ainda no início da ocorrência e recebe apoio do aeroporto na apuração das causas. A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Polícia Civil também investigam o caso.
O avião, um modelo bimotor Neiva EMB-721C, estava com certificado válido até 2027, mas não tinha autorização para operar como táxi aéreo. As circunstâncias do acidente seguem em investigação.
