Avião que caiu em BH estava regular, mas sem aval para táxi aéreo

Aeronave tinha certificado válido para operar de forma privada até 2027; o fretamento do avião, contudo, não havia sido liberado

atualizado

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1 de 1 aviao-bh_3x2-1 - Foto: Divulgação/CBMMG

Belo Horizonte — O avião que caiu e bateu em um prédio nesta segunda-feira (4/5) em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, estava com a situação regular, de acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Contudo, a aeronave não tinha autorização para operar como táxi aéreo. Duas pessoas morreram no acidente.

Na prática, o avião estava apto a voar dentro das condições permitidas para sua categoria, de forma privada. Conforme o registro, o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) tinha validade até o dia 1º de abril de 2027.

A aeronave só não poderia ser usada para operar como táxi aéreo — sendo fretado para outras pessoas para viagens sob demanda.

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Investigação

Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), com sede no Rio de Janeiro, foram acionados ainda na tarde desta segunda para realizar as investigações envolvendo a aeronave de matrícula PT-EYT.

O avião era um modelo monomotor Neiva EMB-721C. A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha, a cerca de cinco quilômetros do local da queda.

“Durante a análise inicial, os investigadores aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos e verificação dos danos causados à aeronave, além de levantar outras informações que vão subsidiar o inquérito sobre as causas do acidente”, diz a Força Aérea Brasileira (FAB) em nota.

Queda e colisão

A queda ocorreu no bairro Silveira, na região nordeste da capital mineira. Segundo o Corpo de Bombeiros, a aeronave atingiu a área da escadaria de um prédio de três andares antes de cair, o que evitou que moradores fossem atingidos.

Apesar do impacto, não houve feridos entre os residentes, que ficaram abalados. A Defesa Civil foi acionada para avaliar a estrutura do imóvel.

Cinco pessoas estavam a bordo. O piloto e outro tripulante morreram no local, e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal. Outros três ocupantes foram socorridos em estado grave — dois com múltiplas fraturas. Entre eles, dois estavam conscientes e um inconsciente.

Equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Polícia Militar atuaram na ocorrência, que mobilizou cinco viaturas e uma ambulância, além do rabecão.

As investigações seguem em andamento e buscam esclarecer as circunstâncias do acidente.

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