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Petista desafia Flávio Bolsonaro e Viana a assinar “CPI do Dark Horse”

CPMI prevê investigação sobre uso de recursos públicos e de origem ilícita para financiamento do filme Dark Horse

atualizado

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Thiago Cristino / Câmara dos Deputados
O deputado federal Rogério Correia fala ao microfone
1 de 1 O deputado federal Rogério Correia fala ao microfone - Foto: Thiago Cristino / Câmara dos Deputados

Belo Horizonte – O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) desafiou o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e o senador Carlos Viana (PSD-MG) a assinar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Dark Horse, que ele propôs nesta sexta-feira (15/5). O político mineiro afirmou que a investigação é importante para apurar a origem do dinheiro usado na produção do filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Uma CPMI dessa vai dizer direitinho a quem serviu o Vorcaro e a ligação dele com a família Bolsonaro. Não vai ter candidatura de Bolsonaro, vai ter prisão deles. Quero ver se o Flávio Bolsonaro e o Viana vão assinar (a abertura da investigação)”, afirmou o petista.

Viana foi presidente da CPMI e, na época, concordou com a devolução do material sigiloso do banqueiro, por suspeita de vazamento.

A intenção do petista mineiro é apurar uso de recursos públicos, inclusive de emendas parlamentares, e possíveis recursos de origem ilícita no financiamento do filme “Dark Horse”, que trata da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na última quarta-feira (13/5), o Intercept divulgou áudios trocados entre o pré-candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcado, suspeito de ser o cabeça de um esquema de fraude estimado em mais de R$ 50 bilhões. Nas mensagens, o político cobra do banqueiro uma parcela atrasada de um contrato que previa o repasse de US$ 24 milhões, valor equivalente a mais de R$ 134 milhões na época.

“O contrato (do filme) tem como produtor-executivo do filme o Eduardo Bolsonaro. O recurso não só foi, como ele manejava. Isso é dinheiro do Vorcaro, lavagem de dinheiro para este fundo. O filme é uma desculpa. A produção do filme não pode custar R$ 134 milhões nem aqui, nem nos Estados Unidos”, afirmou o petista. A Polícia Federal investiga se os recursos foram utilizados pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em sua estadia nos Estados Unidos.

A destinação de recursos de emenda parlamentares para o filme também deve ser alvo da apuração. É estimado que R$ 2,6 milhões tenham sido enviados por “emendas pix” para o fundo que financiou o filme. Entre os políticos suspeitos estão o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e os deputados federais Mário Frias (PL-SP) e Marcos Pollon (PL-MS)

Correia apontou que o banqueiro tinha a prática de lavar dinheiro para políticos de direita em diferentes lugares e relembrou que, durante a CPMI do INSS, foi apontado que o cunhado de Vorcaro, o empresário Fabiano Zettel, repassou R$ 40,9 milhões para a Igreja Batista da Lagoinha do bairro Belvedere, em Belo Horizonte, entre outubro de 2024 e janeiro de 2026.

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