PCMG descarta violência ou envenenamento em morte de farmacêutica
Regina Helena Marques, de 74 anos, foi encontrada morta e seminua em cafezal, no dia 21 de abril, após ficar três dias desaparecida
atualizado
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Belo Horizonte – Resultado de investigação aponta que a farmacêutica Regina Helena Vieira de Souza Marques, de 74 anos, encontrada morta e seminua em um cafezal, em Campestre (MG), no dia 21 de abril, não sofreu violência e nem foi envenenada. A conclusão é do 18º Departamento de Polícia Civil em Poços de Caldas, que investigava o caso.
A farmacêutica havia desaparecido durante uma viagem de São Paulo para Alfenas. Ela costumava fazer essa viagem quinzenalmente para visitar alguns familiares. O corpo dela foi encontrado no dia 21 de abril, depois de três dias desaparecida.
Sobre a investigação
De acordo com a avaliação do médico legista que examinou o corpo da farmacêutica, não havia sinais de violência. Também foi possível constatar que não houve sinais de envenenamento.
Pelos levantamentos realizados, não foram constatados indícios de morte violenta. A perícia oficial realizou os trabalhos no local, não identificando sinais de agressão física. Também foram descartadas as hipóteses de violência sexual, suicídio ou qualquer ação criminosa.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) em Poços de Caldas, onde exames necroscópicos confirmaram a ausência de lesões compatíveis com violência.
“Exames complementares, realizados em Belo Horizonte, afastaram ainda a possibilidade de ingestão de substâncias tóxicas ou envenenamento”, diz nota da PCMG.
As investigações apontaram que a vítima apresentava quadro inicial de comprometimento cognitivo, compatível com demência, o qual pode ter sido agravado por um acidente de trânsito ocorrido dias antes do fato, no município de Alfenas. Tal condição pode ter contribuído para a desorientação da vítima, que foi localizada com vestes parcialmente retiradas em área rural.
A PCMG também procedeu ao rastreamento do trajeto realizado pela vítima desde sua saída do estado de São Paulo, sendo verificado, por meio de testemunhos, que ela já apresentava sinais de confusão mental antes do desaparecimento.
Segundo o delegado Marcos Pimenta, “toda a equipe da PCMG de Poços de Caldas, Campestre e Alfenas esteve empenhada em buscar o maior número de elementos para descartar qualquer ato criminoso que pudesse ter ceifado a senhora Regina”.
