Operação Purgato prende membros do Novo Cangaço por tráfico em Minas
MPMG e PM desarticulam organização criminosa com 21 prisões no Vale do Rio Doce; dois alvos são investigados por ataques violentos a bancos
atualizado
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Belo Horizonte – Membros do Novo Cangaço são presos por tráfico de drogas. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Militar deflagraram no último sábado (9/5) a Operação Purgato, que desmantelou uma organização criminosa atuante no tráfico de drogas nos bairros Bela Vista e Vila Vicentina, em Ipanema, no Vale do Rio Doce. Ao todo, 21 pessoas foram presas, sendo 18 durante a ação e três em investigações anteriores.
Foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão, além da apreensão de um veículo e da quebra de sigilo de dados. A operação contou com o apoio do Comando de Aviação da PM (Comave), da equipe de Rondas Ostensivas com Cães (Rocca) e de militares de diferentes batalhões da região.
Estrutura criminosa e dois meses de investigação
As investigações, conduzidas pela 2ª Promotoria de Justiça de Ipanema por meio de Procedimento Investigatório Criminal (PIC), duraram dois meses e revelaram a existência de um consórcio criminoso formado por famílias, com estrutura hierarquizada e divisão clara de tarefas para controlar a distribuição e a venda de entorpecentes na cidade.
Sete núcleos criminosos atuavam de forma integrada. Segundo o MPMG, a organização mantinha forte controle territorial sobre o tráfico local.
Ligação com o Novo Cangaço
Entre os alvos da Operação Purgato estão dois criminosos com ligação direta ao chamado “Novo Cangaço” — modalidade que envolve ataques armados e violentos a instituições financeiras. Os dois já haviam sido presos juntos no Rio de Janeiro, onde foram flagrados transportando 27 bananas de dinamite, um rolo de fio detonante e R$ 15 mil em dinheiro, em um veículo com placa de Minas Gerais.
De acordo com o promotor de Justiça Rodrigo Menezes Cerqueira Santos, a operação marca uma mudança na estratégia de combate ao crime em Ipanema, com maior integração entre Ministério Público, Polícia Militar, ações de inteligência e presença ostensiva no território. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e desarticular completamente a rede.
O nome “Purgato” faz referência à purificação e simboliza o objetivo de restabelecer a ordem pública nas comunidades afetadas pela ação do crime organizado.
