Operação K9 desarticula ramificação do PCC e prende 9 em Minas
A Polícia Civil mineira mobilizou 53 policiais e 16 viaturas; R$ 227 mil em dinheiro e armas são apreendidos
atualizado
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Belo Horizonte – Operação K9 desmantela uma ramificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) que atuava nas cidades de Ipatinga, Timóteo e Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, em Minas Gerais, nesta terça-feira (28/4).
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Ipatinga, em ação integrada com a Polícia Civil (PCMG) e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), cumpriu 47 mandados de busca e apreensão e dez mandados de prisão.
Além das cidades mineiras, a operação foi realizada em Itabela (BA) e em cidades no Pará, Pernambuco e Piauí; com o apoio dos Gaecos desses estados. Nove pessoas foram presas; um dos suspeitos continua foragido.
Durante a operação, foram apreendidos R$ 227 mil em dinheiro, três armas de fogo, porções de maconha, diversos aparelhos celulares e outros objetos relacionados à atividade criminosa. O Gaeco também obteve o bloqueio de contas bancárias e mira a recuperação de imóveis e veículos de luxo adquiridos com o produto do tráfico para revertê-los ao Estado.

A operação, resultado de uma investigação de aproximadamente um ano, mapeou a estrutura de uma facção criminosa responsável pelo transporte de entorpecentes do Mato Grosso do Sul para o Leste de Minas Gerais, com forte atuação no Vale do Aço e Vale do Rio Doce, além de ramificações em outros estados.
A Operação mobilizou quatro Promotores de Justiça e 156 policiais da PCMG e da PMMG e de outros estados, além do apoio da Coordenação de Operações com Cães (COC) das instituições e da aeronave Pegasus da Polícia Militar. A Polícia Civil mineira mobilizou 53 policiais e 16 viaturas.
Nome da Operação
O nome da operação (K9) faz alusão ao apelido de batismo dado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) ao principal alvo desta investigação, que continua sendo procurado.
Os investigados deverão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação ao tráfico, lavagem de dinheiro e homicídio e se condenados podem pegar mais de 70 anos de prisão, na pena máxima. A investigação contou com ações controladas ao longo do último ano, que já haviam resultado em prisões em flagrante e apreensões anteriores.
