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Eleições 2026Minas Gerais

O que candidatos ao Senado por Minas pensam sobre impeachments no STF?

Entre os atuais senadores, dois se mostraram favoráveis ao impeachment de ministros do STF caso os esclarecimentos não sejam satisfatórios

03/09/2026 02:00
Luiz Silveira/STF
Supremo Tribunal Federal

Belo Horizonte – Para aprovação do impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) é preciso que haja maioria qualificada no Senado, ou seja, 54 votos favoráveis à saída de um membro da Suprema Corte.

Com a publicidade de um relatório da Polícia Federal (PF) que expõe uma troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o Metrópoles Minas buscou os candidatos ao Senado pelo estado e os atuais senadores para questioná-los sobre o tema.

Líder nas pesquisas ao cargo, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) preferiu não se posicionar sobre o tema neste momento.

O deputado federal Domingos Sávio (PL-MG) afirmou ser favorável a saída de Moraes do STF, inclusive já tendo protocolado um pedido de impeachment.

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“A própria Policia Federal traz informações e provas incontestes de que, na verdade, foi ele que elaborou o contrato de R$ 130 milhões com a sua esposa e, na prática, ele estava dando consultoria pro ladrão, pro bandido que provocou o maior rombo no sistema financeira da história do nosso país, Daniel Vorcaro”, afirmou Domingos Sávio, candidato do PL ao Senado.

Já sobre o encontro que o banqueiro teve com o ministro André Mendonça no início de 2025, o político bolsonarista saiu em defesa. “(O Daniel Vorcaro) pediu para ser recebido, ele recebeu. Imagino que se você tiver uma razão especial para conversar com o André Mendonça ele te receba”, afirmou.

O senador e candidato à reeleição Carlos Viana (PSD) também engrossou o time dos favoráveis a saída do ministro, mas defendeu que as investigações avancem até que seja comprovado.

“É um pedido de investigação por suspeita de advocacia administrativa, uso da toga para defender um banqueiro com corrupção. Se toda essa conversa ficar comprovada, são ações tomadas usando a toga em benefício de outrem, o que a Constituição não permite”, afirmou Viana.

Apesar de não ter respondido ao Metrópoles agora, no final de agosto, o ex-secretário do governo Marcelo Aro (PP) afirmou à Itatiaia ser favorável a saída de ministros, citando especificamente os R$ 130 milhões recebidos pela esposa de Alexandre de Moraes.

A ex-deputada federal Áurea Carolina (PSol) defendeu o impeachment de ministros da Suprema Corte caso os desvios sejam comprovados, mas pontuou que isso não pode ser confundido com o julgamento da tentativa de golpe de Estado de 8 de Janeiro, caso que foi julgado por Alexandre de Moraes.

“O Senado tem a prerrogativa de abrir impeachment de ministros do STF caso seja comprovada desvios de conduta, irregularidades, e eu defendo esse papel institucional do Senado, seguramente. Mas isso tem que ser feito diferenciando completamente de qualquer tentativa golpista. O que a gente tem que defender é a transparência e o rigor da Constituição”, comentou a pessolista.

O ex-governador Aécio Neves (PSDB) afirmou, em abril deste ano, ser contrário ao impeachment de ministros para como solução de crise, mas ainda não se posicionou oficialmente sobre o caso envolvendo Moraes.

Os candidatos do MDB ao Senado, Arcanjo Pimenta e Manoel Carvalho lançaram o manifesto “Reformar para Proteger”, documento que pede a renuncia do Moraes argumentando que o STF passa uma forte crise de confiança provocada pelas recentes notícias.

O candidato Marco Antônio Costa, mais conhecido pela alcunha de “Superman”, foi procurado, mas não respondeu as tentativas de contato.

Senadores em exercício

Além de Carlos Viana que é candidato a reeleição, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi mais um a se posicionar pela saída do ministro e chegou a afirmar que vem cobrando o presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para pautar o pedido.

“Existem mensagens que precisam ser esclarecidas e informações apontadas pela Polícia Federal que levantam questionamentos sérios sobre a relação entre um ministro do STF e um banqueiro investigado”, afirmou.

O senador Rodrigo Pacheco (PSB), que está em processo para entrar numa vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), após a renúncia de Bruno Dantas, não respondeu às tentativas de contato.