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Minas Gerais

Nikolas rebate fala de Janja e critica PL da Misoginia

Deputado do PL afirmou que críticas à primeira-dama não podem ser confundidas com misoginia e voltou a prometer barrar votação na Câmara

15/07/2026 10:56
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Deputado federal Nikolas Ferreira

Belo Horizonte – O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu a declaração da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, sobre o apelido de “gastadeira” e voltou a criticar o projeto de lei que criminaliza a misoginia. Em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, nessa terça-feira (14/7), o parlamentar afirmou que continuará trabalhando para impedir a aprovação da proposta na Casa.

“Você não pode criticar os gastos da Janja, porque senão é misoginia. Você não pode criticar o projeto da misoginia, senão é misoginia”, disparou Nikolas. Para ele, o projeto “não passa de narrativa” e busca controlar “o que as pessoas falam”.

A manifestação ocorre dois dias após Janja afirmar que o apelido de “gastadeira” é um “exemplo de misoginia pura que surfa nas redes sociais” e que serve apenas para atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada em entrevista ao portal Uol, ao responder sobre críticas relacionadas às viagens oficiais e às cobranças por maior transparência sobre sua atuação.

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Durante o vídeo, Nikolas também afirmou que continuará trabalhando para impedir o avanço da proposta na Câmara. “Disse anteriormente que eu ia não somente votar, e votei, contra esse projeto. Irei e estou trabalhando para esse projeto não ser votado. Afinal de contas, isso é um desserviço para a sociedade brasileira”, declarou.

A declaração também ocorre em meio à articulação da relatora do projeto, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), junto ao Palácio do Planalto para tentar garantir a votação da proposta antes do recesso parlamentar. O texto já teve o regime de urgência aprovado pela Câmara, mas enfrenta resistência de bancadas cristãs e de parlamentares da oposição.

O que prevê o PL da Misoginia

O projeto de lei insere a misoginia no rol de crimes da Lei do Racismo e prevê pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa. O parecer da relatora, Tabata Amaral, também estabelece o aumento da pena quando a prática for cometida por pessoa com grande influência pública ou capacidade ampliada de difusão em plataformas digitais, ou quando houver objetivo de obter vantagem econômica, audiência ou engajamento.

Segundo a deputada, o texto passou por ajustes durante as negociações e busca punir condutas criminosas contra mulheres, especialmente em ambientes digitais, sem atingir críticas ou opiniões. Apesar disso, o projeto segue enfrentando resistência de parlamentares da oposição, que defendem mudanças na proposta antes de uma eventual votação em plenário.