MP tentava interditar lar de idosos que desabou em BH desde 2017
O MPMG informou que fiscalizações apontavam para problemas ligados à habitabilidade, higiene, salubridade e segurança do lar de idosos
atualizado
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que, desde 2017, tenta interditar judicialmente o lar de idosos que desabou no bairro Jardim Vitória, em Belo Horizonte (MG). O incidente deixou 12 mortos, incluindo o filho do dono do asilo.
De acordo com o MP, fiscalizações revelaram problemas ligados à habitabilidade, higiene, salubridade e segurança no local. “Ao todo, o MPMG realizou 10 vistorias na instituição. Em todas as vezes foram verificadas irregularidades de natureza gravíssima”, disse a promotora de Justiça Jacqueline Ferreira Moisés.
Segundo ela, a cada inspeção as irregularidades se mantinham, e o número de idosos acolhidos crescia.
“As perícias feitas pelos técnicos do Ministério Público foram unânimes em concluir que a instituição não possuía condições mínimas de funcionamento como casa acolhedora de pessoas idosas. Um laudo de 2024 foi categórico ao concluir que ‘o imóvel onde funciona a instituição não possui estrutura física adequada para moradia e cuidado com idosos’”, diz a nota divulgada pelo MPMG.
Desabamento
A casa de repouso desabou na madrugada de quinta-feira (5/3), no bairro Jardim Vitória, na região nordeste de BH. O desabamento ocorreu por volta de 1h45 de quinta, em um prédio de três pavimentos e um subsolo, onde funcionava o asilo, uma residência, uma academia e um espaço de bronzeamento.
De acordo com as autoridades, 29 pessoas estavam no imóvel no momento do desabamento. Nove conseguiram sair por conta própria, antes da chegada das equipes de socorro, enquanto oito vítimas foram localizadas e resgatadas com vida durante os trabalhos de busca.
Alvará em dia
De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, o imóvel possui autorização para funcionar, e o alvará é válido até 2030. Além disso, possui o alvará sanitário válido, e a última vistoria feita pela Vigilância Sanitária foi em janeiro deste ano.
A Defesa Civil informou que não há risco geológico no local e apontou para um possível problema estrutural, mas análises serão feitas para definir a causa do desabamento.












