Minas Gerais cria 2 reservas ambientais no Cerrado e na Mata Atlântica
Novas unidades de RPPNs são em Diamantina e Munhoz, juntas somam quase 27 hectares de preservação no Cerrado e na Mata Atlântica
atualizado
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Belo Horizonte — Minas Gerais ampliou sua rede de áreas protegidas com o reconhecimento oficial de duas novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). As unidades, localizadas nos municípios de Diamantina e Munhoz, somam 26,86 hectares de preservação permanente nos biomas Cerrado e Mata Atlântica.
Em Diamantina, no norte do estado, foi criada a RPPN Quinta da Matriculada, com 9 hectares inseridos no bioma Cerrado. Essa área contribui para a conservação de espécies nativas com alto grau de endemismo e ajuda na proteção de nascentes e na regulação do clima local.
Já em Munhoz, no Sul de Minas, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) reconheceu a RPPN Serra das Águas, com 17,86 hectares de Mata Atlântica. A reserva abriga importantes remanescentes desse bioma, considerado um dos mais ameaçados do Brasil, e favorece a conexão entre fragmentos florestais, auxiliando na preservação da fauna e da flora da região.
Com as duas novas unidades, Minas Gerais passa a contar com 302 RPPNs reconhecidas pelo IEF.
As Reservas Particulares do Patrimônio Natural são criadas de forma voluntária por proprietários rurais, que assumem o compromisso de preservar a área de maneira permanente. O modelo permite conciliar a proteção ambiental com o uso sustentável do território, incluindo pesquisa científica, educação ambiental e turismo ecológico de baixo impacto.
Segundo o IEF, a criação dessas novas reservas reforça o papel da sociedade civil na conservação da natureza e fortalece as políticas públicas de preservação dos biomas brasileiros. As RPPNs também são consideradas estratégicas para proteger ecossistemas em áreas privadas e contribuir no enfrentamento das mudanças climáticas.
