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Minas Gerais

MG: universidade busca pessoas com Parkinson para estudo com tênis de mesa.

Pesquisa vai avaliar se o tênis de mesa associado à fisioterapia pode melhorar equilíbrio, mobilidade e cognição de pessoas com a doença

15/10/2026 02:00

Belo Horizonte – O Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), na Zona da Mata mineira, está recrutando 40 pessoas com diagnóstico de Parkinson para participar de um estudo clínico que vai avaliar os efeitos da prática de tênis de mesa associada à fisioterapia na melhora de algumas condições desses pacientes.

Intitulado “Movimento que transforma”, o projeto pretende investigar se o esporte pode contribuir para melhorar o equilíbrio, a mobilidade, a cognição e a funcionalidade dos pacientes.

Segundo o neurologista e professor da UFJF Thiago Vale, coordenador da pesquisa, o Parkinson é uma doença neurodegenerativa crônica e progressiva que pode comprometer diferentes funções motoras.

“A doença afeta cerca de 2% da população mundial acima dos 65 anos, principalmente os homens, tendo seus sintomas principais descritos como bradicinesia (lentidão dos movimentos), rigidez, tremor de repouso e instabilidade postural”, explica.

Para participar, é necessário ter diagnóstico de Parkinson, estar em tratamento com levodopa e apresentar pressão arterial controlada durante os treinamentos.

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Os interessados devem preencher o formulário eletrônico de inscrição. Não há prazo limite para o cadastro. Após a inscrição, a equipe do hospital fará a triagem dos candidatos e entrará em contato.

Segundo a fisioterapeuta e pós-doutoranda Maria Priscila Wermelinger Ávila, o estudo surgiu a partir de uma iniciativa de estudantes de graduação em medicina, com a participação do neurologista e professor Thiago Vale.

Ela se integrou ao projeto para colaborar na orientação da equipe e desenvolver a pesquisa de pós-doutorado, voltada ao envelhecimento e às doenças neurodegenerativas.

“Temos muitos estudos falando que a prática de exercícios é importante. Esportes de raquete trabalham reflexo e tempo de reação. Queremos entender se o tênis de mesa pode aumentar a adesão dos pacientes ao tratamento buscando associar com a fisioterapia convencional.”, explica a pesquisadora.

Como funciona o estudo?

Os 40 participantes serão divididos em dois grupos. Todos farão sessões de fisioterapia duas vezes por semana, mas metade também participará de treinos de tênis de mesa uma vez por semana, durante uma hora, ao longo de quatro meses.

A proposta é comparar os resultados dos dois grupos para verificar se a inclusão do esporte pode trazer benefícios adicionais ao tratamento.

A fisioterapeuta Priscila Ávila explica que os exercícios serão supervisionados e adaptados às necessidades de cada participante. Segundo ela, o tênis de mesa estimula habilidades importantes para o dia a dia, como equilíbrio, coordenação entre olhos e mãos, agilidade, atenção, velocidade de reação e planejamento dos movimentos.

“Além disso, é uma atividade dinâmica e social, o que pode aumentar a motivação e a adesão ao tratamento”, afirma Priscila.

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Todos fazem fisioterapia duas vezes por semana, mas parte deles também participa de treinos de tênis de mesa
13 pacientes já concluíram a participação e outros seis estão atualmente no estudo
O objetivo é analisar os possíveis efeitos da prática esportiva sem interferências decorrentes de mudanças no tratamento medicamentoso
A equipe relata percepções positivas, como menos quedas e melhor coordenação motora - embora os resultados ainda sejam preliminares.
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A equipe relata percepções positivas, como menos quedas e melhor coordenação motora - embora os resultados ainda sejam preliminares.

UFJF/Divulgação
Todos fazem fisioterapia duas vezes por semana, mas parte deles também participa de treinos de tênis de mesa
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Todos fazem fisioterapia duas vezes por semana, mas parte deles também participa de treinos de tênis de mesa

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13 pacientes já concluíram a participação e outros seis estão atualmente no estudo
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13 pacientes já concluíram a participação e outros seis estão atualmente no estudo

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O objetivo é analisar os possíveis efeitos da prática esportiva sem interferências decorrentes de mudanças no tratamento medicamentoso
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O objetivo é analisar os possíveis efeitos da prática esportiva sem interferências decorrentes de mudanças no tratamento medicamentoso

UFJF/Divulgação

O projeto é desenvolvido por uma equipe multidisciplinar, com participação de profissionais de fisioterapia, neurologia e estudantes de medicina da universidade.

Para o universitário Felipe Monteiro, integrante da pesquisa, a experiência também contribui para a formação profissional. “Como futuro médico, essa experiência tem desenvolvido um olhar mais crítico, humano e baseado em evidências sobre a Doença de Parkinson, considerando não apenas a doença, mas também a funcionalidade, autonomia e qualidade de vida dos pacientes”, relata.

Resultados iniciais e novas vagas

A pesquisa está em andamento há cerca de um ano. Segundo Maria Priscila, 13 pacientes já concluíram a participação e outros seis estão atualmente no estudo. A equipe relata percepções positivas, embora os resultados ainda sejam preliminares.

“Os pacientes estão demonstrando interesse e mostrando bons resultados. Nesse primeiro momento, estamos percebendo evoluções que os próprios pacientes trazem da assistência duas vezes por semana. Eles relatam menos quedas, e a própria mobilidade e coordenação motora têm melhorado”, diz.

A pesquisadora ressalta que o interesse dos participantes também pode estar relacionado ao prazer proporcionado pela atividade.

A equipe pretende ampliar o recrutamento e estima que o estudo ainda demande cerca de dois anos de trabalho. A previsão é abrir novas vagas em fevereiro, mas não há vagas disponíveis neste momento. Quem fizer inscrição será avaliado para participar das novas turmas que serão formadas.

Quem pode participar?

Podem se candidatar pessoas com diagnóstico de Parkinson que estejam em tratamento com levodopa, tenham pressão arterial controlada durante os treinamentos e, caso apresentem outras doenças, estejam com essas condições leves e controladas.

Os interessados podem entrar em contato com o Hospital Universitário da UFJF pelo WhatsApp (32) 4009-5322 para obter informações sobre o recrutamento e a abertura de novas vagas.

O projeto é desenvolvido por uma equipe multidisciplinar, com participação de profissionais de fisioterapia, neurologia e estudantes de medicina da universidade.

As inscrições podem ser feitas também por este link do formulário.