MG: Simões vê risco de greves em ano eleitoral, mas elogia servidores. Vídeo
Para Mateus Simões, governador de Minas, eleição deve impactar no ânimo de sindicatos para fazer greves em 2026
atualizado
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Belo Horizonte – As chances de greves do funcionalismo em Minas Gerais ao longo de 2026 não são baixas, prevê o governador Mateus Simões (PSD), que vê o ano eleitoral como combustível para os sindicalistas. Simões, porém, vê servidores “conscienciosos” de seu papel e promete negociar.
“A chance de você ficar livre de manifestação grevista é baixa, porque quase todo o sindicato tem alguém lá na sua diretoria que é candidato”, disse Simões ao Metrópoles Entrevista nesta segunda-feira (13/4).
Segundo Simões, isso “acontece em todo ano eleitoral, o uso da estrutura sindical para promover um ou outro”.
O governador mineiro, porém, disse que encaminhou “as questões estruturais” com os servidores estaduais da saúde, que ameaçam uma greve, e afirmou que a negociação está a cargo do governo.
Ele ainda agradeceu aos servidores da Cemig, que fizeram greve “mas não deixaram de atender ninguém” e pediu a mesma responsabilidade a outras categorias. “Os servidores de Minas são muito conscienciosos, expressão que a minha avó gostava de usar. Gente que age sempre com a consciência na frente”, disse Simões.
Simões defende modelo das escolas cívico-militares
Na mesma entrevista, Simões defendeu o modelo das escolas cívico-militares e explicou por qual motivo mandou um projeto de lei aos deputados para oficializar a introdução delas em Minas Gerais.
“A vantagem, essencialmente, é para as comunidades, mais do que para o sistema de educação em si. Até porque nós não estamos falando de nada que interfira no dia a dia pedagógico da escola. Os militares controlam basicamente a entrada dos alunos com disciplina e o funcionamento dos momentos de intervalo, recreio entre aulas, e aquela função do bedel de pátio, que a gente tinha antigamente, passa a ser feita por um militar”, afirmou Simões.
Pelo projeto, as escolas cívico-militares de MG serão instaladas em regiões de vulnerabilidade social e com consultas à comunidade. “Escolas em que já temos a inserção do crime organizado, da criminalidade no entorno da escola, o que coloca as escolas numa situação de risco para os alunos, para os professores e para administração escolar”, afirma o governador.
