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Minas Gerais

MG: Simões vê risco de greves em ano eleitoral, mas elogia servidores.

Para Mateus Simões, governador de Minas, eleição deve impactar no ânimo de sindicatos para fazer greves em 2026

13/04/2026 21:08
Karoline Barreto / Imprensa MG
Mateus Simões

Belo Horizonte – As chances de greves do funcionalismo em Minas Gerais ao longo de 2026 não são baixas, prevê o governador Mateus Simões (PSD), que vê o ano eleitoral como combustível para os sindicalistas. Simões, porém, vê servidores “conscienciosos” de seu papel e promete negociar.

“A chance de você ficar livre de manifestação grevista é baixa, porque quase todo o sindicato tem alguém lá na sua diretoria que é candidato”, disse Simões ao Metrópoles Entrevista nesta segunda-feira (13/4).

Segundo Simões, isso “acontece em todo ano eleitoral, o uso da estrutura sindical para promover um ou outro”.

O governador mineiro, porém, disse que encaminhou “as questões estruturais” com os servidores estaduais da saúde, que ameaçam uma greve, e afirmou que a negociação está a cargo do governo.

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Ele ainda agradeceu aos servidores da Cemig, que fizeram greve “mas não deixaram de atender ninguém” e pediu a mesma responsabilidade a outras categorias. “Os servidores de Minas são muito conscienciosos, expressão que a minha avó gostava de usar. Gente que age sempre com a consciência na frente”, disse Simões.

Simões defende modelo das escolas cívico-militares

Na mesma entrevista, Simões defendeu o modelo das escolas cívico-militares e explicou por qual motivo mandou um projeto de lei aos deputados para oficializar a introdução delas em Minas Gerais.

“A vantagem, essencialmente, é para as comunidades, mais do que para o sistema de educação em si. Até porque nós não estamos falando de nada que interfira no dia a dia pedagógico da escola. Os militares controlam basicamente a entrada dos alunos com disciplina e o funcionamento dos momentos de intervalo, recreio entre aulas, e aquela função do bedel de pátio, que a gente tinha antigamente, passa a ser feita por um militar”, afirmou Simões.

Pelo projeto, as escolas cívico-militares de MG serão instaladas em regiões de vulnerabilidade social e com consultas à comunidade. “Escolas em que já temos a inserção do crime organizado, da criminalidade no entorno da escola, o que coloca as escolas numa situação de risco para os alunos, para os professores e para administração escolar”, afirma o governador.