MG: governador manda investigar professor por pornografia em aula
Mateus de Simões ordenou apuração e afastamento cautelar de docente em Cambuí que mostrou vídeo de sexo gay para aluno de 11 anos
atualizado
Compartilhar notícia

Belo Horizonte – O governador de Minas Gerais, Mateus de Simões (PSD), determinou a abertura de investigação e o afastamento cautelar de um professor da rede estadual após ele exibir conteúdo pornográfico, envolvendo sexo entre dois homens, para um alunos entre 10 e 12 anos dentro de sala de aula.
Em vídeo divulgado nas redes sociais neste domingo (17/5), o governador manifestou forte indignação com o caso ocorrido em Cambuí, no Sul de Minas.
“O que aconteceu em Cambuí me revolta como governador, mas dói ainda mais como professor. Criança não entra em escola pública pra ser exposta, humilhada ou usada como piada. Entra pra aprender. E o Estado tem que garantir isso”, afirmou.
Ver essa foto no Instagram
Mateus de Simões disse ter determinado “a apuração imediata e o afastamento cautelar do servidor” e deixou claro que a proteção à criança deve ser garantida em qualquer modelo de escola: regular, integral ou cívico-militar.
“Não importa o modelo da escola. Em qualquer sala de aula de Minas, a proteção da criança é dever do Estado. Sempre foi. Vai continuar sendo.”, concluiu.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo gravado por uma aluna. Nas imagens, o professor mostra o celular para o aluno de 11 anos e, em tom de deboche, diz: “Aqui ó, dois gays”. O aluno teria pedido para ver a imagem.
A advogada Marília Amaral também se manifestou publicamente sobre o caso: “Inadmissível o que aconteceu em Cambuí. É contra esse tipo de gente que estamos lutando. Cobraremos e esperamos que atitudes sejam tomadas.” A advogada criticou a demora na repercussão do caso e cobrou o afastamento imediato do professor, argumentando que há provas em vídeo e áudio.
O governador enfatizou que diante de qualquer situação que coloque estudantes em risco, o governo atuará “com firmeza e imediatamente”.
As investigações devem apurar possível violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que proíbe a exposição de crianças e adolescentes a conteúdo pornográfico. O caso segue em apuração pela Secretaria de Estado de Educação e pelas autoridades competentes.
