Mesmo com apelo, Cleitinho impõe espera a Flávio Bolsonaro em Minas
Cargo de vice também está indefinido. Cleitinho faz questão que seja Falcão; alas do PL se dividem entre o patense, Medioli e Roscoe
atualizado
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Belo Horizonte – O pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) segue sem palanque em Minas. A última reunião do senador durante visita de três dias ao estado terminou ainda com uma indefinição sobre quem será apoiado na disputa para o governo estadual, mas com um cenário mais claro.
No encontro, o presidenciável e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) praticamente selaram a definição para a cabeça de chapa, mas o potencial candidato ao governo pediu prazo de dez a quinze dias para tomar a decisão e fazer o anúncio.
Pessoas próximas ao senador acreditam que a decisão em adiar a oficialização da pré-candidatura tem o objetivo de adiar possíveis críticas que possam afetar a empreitada eleitoral.
A definição pelo vice é que parece mais incerta. Enquanto, Cleitinho insiste em sua predileção por Luiz Eduardo Falcão (Republicanos), ex-prefeito de Patos de Minas, local em que ocorreu o encontro, figuras do Partido Liberal (PL) estadual têm preferência pelo ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Flávio Roscoe (PL) e pelo ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli (PL).
Em março deste ano, o senador convidou pessoalmente Falcão para integrar sua chapa, caso concorresse e vem buscando, segundo aliados, manter sua palavra. O patense, inclusive, conta com a simpatia de algumas figuras do PL.
Contudo, Roscoe é o preferido de uma das principais lideranças da legenda em Minas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Já Medioli é bem quisto entre os deputados estaduais do partido.
O presidente do PL em Minas, o deputado federal Zé Vitor, afirmou que, com base nas recentes conversas, ele vê três possíveis chapas. Duas encabeçadas por Cleitinho, com o vice sendo Falcão ou Medioli; e uma encabeçada por Roscoe, junto de Falcão. A terceira opção é caso Cleitinho não dispute.
Derrota para o PL
A chapa pura do Republicanos pode ser vista como uma derrota local para o PL na candidatura, já que as lideranças do partido afirmavam categoricamente que teriam um nome, fosse como governador ou vice.
Pessoas próximas afirmam que a divulgação da relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e suspeito de capitanear uma fraude bilionária, pode ter aumentado o “preço” do apoio ao partido.
A intenção é que o partido bolsonarista indique os dois nomes ao Senado. Um deles já está definido que é o do deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), a outra vaga está sendo desejada por diversas figuras, como o deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL) e o ex-Secretário do Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP)
Aro também acompanhou Flávio Bolsonaro nas visita à Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) para participar da entrega de título de cidadão honorário da capital mineira ao senador. Na ocasião, o ex-membro do governo Zema foi fortemente vaiado pelos presentes, tendo que ser defendido pelo vereador e autor da homenagem , Vile Santos (PL).
Reunião em Patos de Minas
A ida de Flávio Bolsonaro a Festa Nacional do Milho (Fenamilho) ocorreu como uma forma de sinalizar a abertura em conversar com um potencial integrante a vice na chapa, assim como fez com os outros postulantes.
Na última segunda-feira (1º), o presidenciável participou de um jantar na casa de Flávio Roscoe, em Nova Lima; na terça-feira (2/6), foi junto a Medioli visitar as obras do Aeroporto de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).




