Mateus aposta em “efeito Fuad” para crescer na disputa em MG
Mateus Simões afirma que o ex-prefeito Alexandre Kalil é o seu maior adversário: “um dos piores gestores públicos”
atualizado
Compartilhar notícia

Belo Horizonte – O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), vê com otimismo o resultado das recentes pesquisas eleitorais, que o apontam com 11% das intenções de voto, no levantamento do Instituto Real Time Big Data. O político comparou o cenário à eleição do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD) em 2024, que também iniciou a disputa em baixa.
Simões afirma que, com o avançar da campanha, as pessoas vão entender melhor que ele é o atual governador e o sucessor do ex-governador Romeu Zema (Novo) e que os números devem responder de maneira melhor até agosto, dois meses antes da eleição.
“Em Belo Horizonte, a gente vê o impacto que a eleição do Fuad sofreu pelo início da propaganda eleitoral, as pessoas entenderam: ‘esse é o prefeito de Belo Horizonte’. A eleição começou com o Fuad com 8% das intenções de voto”, comparou.
Um outro ponto que Simões acredita que pode ser importante para alavancar seus números é a relação com prefeitos. Na avaliação dele, hoje conta com o apoio de 600 municípios e que, com a iminente desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de disputar, herdará mais 80 ligados ao pessebista. Esse alinhamento entre os executivos municipais lhe garante uma maior penetração junto ao eleitorado, afirma.
Simões destaca as alianças com PP-União Brasil, que formam uma federação, e outros partidos, como Solidariedade e Podemos, mas ainda se mostra confiante num apoio do Partido Liberal e do Republicanos, apesar de reconhecer alguns entraves.
“O cenário nacional é quem vai ditar a solução disso. Hoje temos um afastamento do Novo com o PL por conta destes problemas com o Flávio Bolsonaro e o Vorcaro. No Republicanos, o meu problema é a indecisão do senador Cleitinho sobre se é candidato ou não. Continuo insistindo que acho que ele não deva ser candidato e acho que ele não será. (…) Ele não sendo candidato, estou seguro que caminhará comigo”, disse.
Meu maior adversário é o Kalil
O governador avaliou que, como acredita que Cleitinho Azevedo não vai disputar e que a desistência de Rodrigo Pacheco deve ser anunciada em breve, o maior adversário dele é o candidato que for apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ele acredita que será o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT).
“Kalil é meu adversário político histórico. Fui oposição enquanto vereador, considero um dos piores gestores públicos que já passou pela história de Minas Gerais e já o conheço de eleição, já nos enfrentamos na última. Meu maior adversário, neste momento, é o Kalil”, afirmou.
Compromisso com Bolsonaro
Mateus Simões alegou ter firmado um acordo com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que apoiasse um candidato ao Senado alinhado aos valores bolsonaristas e que, assim, receberia o apoio para a vaga no Palácio Tiradentes. Ele também defendeu que a legenda aceite formar um palanque misto na disputa.
“Tinha feito um compromisso com o presidente Bolsonaro, eu sou muito bom de palavra, ela não faz curva não. Ele me fez assumir um compromisso de ter um candidato ao Senado e me apoiar ao governo do Estado. Se o PL resolver voltar, eles sempre vão ter a garantia de cumprir o meu compromisso com eles”, afirmou. O candidato ao Legislativo, no caso, seria o ex-secretário de governo de Minas, Marcelo Aro (PP-MG).
Ainda assim, em meio a situação nacional, o governador disse entender que a conjectura exija do PL uma candidatura, mas afirmou que não vê o senador Cleitinho Azevedo como este nome. E, sobre um possível candidato interno, apontou que o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe (PL-MG) seria um ótimo vice, ressaltando sua experiência na administração privada.
