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Minas Gerais

Lula diz que vai usar celular de Janja para entrar no canal de Janones

Ao lado de Janones, Lula prometeu participar do canal “Exército do Lula”, que voltou ao ar após decisão do TSE

15/10/2026 08:14
Reprodução/Redes sociais
Lula diz que vai usar celular de Janja para entrar no canal de Janones

Belo Horizonte — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que vai usar o celular da primeira-dama Janja da Silva para entrar no canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A declaração foi feita em um vídeo ao lado do parlamentar, após a Justiça Eleitoral autorizar a retomada do funcionamento da comunidade.

Na gravação, Janones relembra uma promessa feita anteriormente: caso o canal atingisse 5 milhões de seguidores, Lula compraria um celular para participar da comunidade e dar orientações aos integrantes.

 

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“Pessoal, a campanha do nosso adversário tá alegando que eu tô distribuindo fake news no canal do Exército Lula. Eu não distribuí nenhuma, mas eu corro o risco de distribuir, porque eu falei lá no último vídeo que eu fiz com esse aqui que, se o canal atingir 5 milhões de inscritos, ele ia comprar um celular”, afirmou Janones.

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Em seguida, o deputado brincou que poderia acabar divulgando uma notícia falsa caso o presidente não cumprisse a promessa. “Agora, se ele não fizer isso, aí eu vou ter divulgado uma fake news”, disse.

Lula, então, respondeu que não pretende comprar um aparelho e que usará o da primeira-dama. “Não, eu não vou comprar porque eu não tenho dinheiro. Eu vou pegar o da Janja emprestado e vou entrar nele”, afirmou o presidente.

Janones pediu que Lula também convidasse outras pessoas para participar da comunidade. O petista concordou e incentivou a adesão ao canal. “Vou chamar mais gente pra entrar. Vamos entrar no Exército pra ser o maior exército do mundo”, declarou.

Impasses no TSE

O canal “Exército do Lula” reúne mais de 4,4 milhões de seguidores e é utilizado para mobilizar apoiadores do presidente durante a campanha à reeleição.

A comunidade voltou a funcionar na noite dessa quarta-feira (14/10), após autorização do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.

O canal havia sido suspenso após pedidos da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que alegou disseminação de desinformação. Uma análise da área técnica do TSE, no entanto, não identificou notícias falsas nas publicações examinadas.

A suspensão mais recente foi determinada porque a comunidade não havia sido registrada como meio de campanha de Lula na Justiça Eleitoral.

Após a regularização do registro, Nunes Marques autorizou a retomada integral do funcionamento do canal, incluindo a publicação de mensagens e a entrada de novos seguidores.