Eleição 2026

Jogada de Zema contra Flávio respinga em Minas e isola Simões

Presidentes do PSD e do PL vêm prejuízo e muita dificuldade numa possível aproximação; ainda assim, Cássio Soares acredita em composição

atualizado

metropoles.com

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Reprodução/Instagram@flaviobolsonaro
Romeu Zema e Flávio Bolsonaro brindam
1 de 1 Romeu Zema e Flávio Bolsonaro brindam - Foto: Reprodução/Instagram@flaviobolsonaro

Belo Horizonte – Ao anunciar a decisão de construir uma candidatura ao governo de Minas Gerais junto ao Republicanos, o Partido Liberal (PL) deixou claro que não descartava uma aproximação futura com governador Mateus Simões (PSD). Mas, com as fortes críticas que o pré-candidato Romeu Zema (Novo), aliado do pessedista, teceu sobre as conversas entre Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, o cenário se mostra como extremamente improvável e Simões se vê politicamente isolado.

Na terça-feira (12/5), quando o anúncio foi feito, o presidente do PL mineiro, o deputado federal Zé Vitor, deixou a porta aberta para uma possível aproximação. Já nessa quinta-feira (14/5), ele afirmou, ao Metrópoles, que uma aproximação, ainda mais no primeiro turno, fica mais difícil.

“Depois dessa fala, que julgo muito precipitada, que condenou antes de analisar e julgou sem ouvir os argumentos fica mais difícil. Isso mostra que está sendo construído um projeto diferente do nosso”, afirmou. Zé Vitor destacou que a ligação de Simões com Zema é “umbilical” e que é muito difícil conseguir romper.

o presidente do PSD em Minas, o deputado estadual Cássio Soares, ressaltou que entende a insatisfação dos dirigentes do PL, mas que a legenda deve seguir buscando aliança.

“Temos uma separação muito grande de qual é a participação do Zema na disputa nacional com o que é o cenário estadual. Imagino que o PL não tenha ficado satisfeito e feliz com as declarações do Zema, mas as declarações não foram do Mateus. (…) Nós vamos insistir na composição“, afirmou à reportagem do Metrópoles.

A campanha de Simões fez, por meses, sinalizações com a intenção de aproximar o candidato de figuras ligadas ao bolsonarismo e, assim, ganhar não só a simpatia do eleitorado, como também um possível apoio declarado da família Bolsonaro. Caso o PSD e o PL não consigam se reaproximar, a tendência é que o governador fique isolado na disputa ao Palácio Tiradentes.

Para se aproximar, ele chegou a recepcionar e acompanhar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em sua visita a Belo Horizonte, em junho de 2025. Além de ter realizado uma série de agendas conjuntas com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos parlamentares mais influentes do grupo.

As falas de Zema, que outrora era visto como um possível candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, de que a conversa do candidato com o banqueiro investigado foi “um tapa na cara do brasileiro de bem” e que a relação é “imperdoável” geraram irritação em diversos políticos ligados ao PL, que chamaram o mineiro de oportunista.

Na conversa entre Flávio e Vorcaro, o filho de Jair Bolsonaro, pede que o investigado repasse uma parcela dos R$ 130 milhões que seriam usados para a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida de seu pai, e que está previsto para ser lançado dias antes do primeiro turno das eleições, em outubro.

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