Greve dos servidores da saúde em Minas é suspensa. Vídeo
Mateus Simões, governador de MG, pediu dez dias para avaliar as demandas dos servidores da Fundação Hospitalar de Minas Gerais
atualizado
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Belo Horizonte – A greve dos servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) foi suspensa no fim na tarde desta segunda-feira (23/3). A maioria dos trabalhadores votou pela suspensão do movimento e decidiu aguardar o prazo de 10 dias pedido pelo governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), para analisar e encaminhar as principais demandas da categoria.
A decisão foi tomada após uma reunião realizada hoje entre representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Rede Fhemig (Sindpros) e o governador, durante visita técnica de Mateus Simões ao Hospital João XXIII, no Centro de Belo Horizonte.
O governador se comprometeu a encaminhar imediatamente duas demandas: o pagamento imediato do vale-transporte aos trabalhadores de Sete Lagoas, na Região Central do estado, e o não desconto do valor da alimentação durante o período de férias dos servidores.
Entre as demais reivindicações que Mateus Simões se comprometeu a analisar e encaminhar estão:
- Melhores condições de trabalho;
- Reajuste salarial de 12,5%;
- Reajuste no valor da insalubridade;
- Fim dos plantões extras trabalhados na folga dos plantonistas;
- Revisão do sistema Tazy, que tem causado prejuízos na administração de medicamentos aos pacientes;
- Aumento da segurança e medidas de combate à violência contra os trabalhadores dentro dos hospitais.
A reunião contou com a presença do presidente do Sindpros, Carlos Martins, e do diretor do Hospital João XXIII, Fabrício Oliveira. O encontro ocorreu na diretoria da unidade e, apesar de não ter acontecido da forma ideal, foi considerado um avanço pelos sindicalistas.
“É bom frisar que a greve não terminou, foi suspensa por 10 dias. Levamos em consideração a presença do governador e o que foi pedido na reunião. Depois de muita polêmica entre os servidores, a maioria aceitou suspender”, disse Martins.
A greve
A paralisação teve início na última terça-feira (17/3) e contou com adesão em oito unidades da Fhemig na capital, entre elas o Hospital João XXIII. O movimento mobilizou profissionais de diversas áreas, como enfermeiros, psicólogos, técnicos de raio-X e auxiliares administrativos.
Na sexta-feira (20/3), a Justiça determinou a suspensão imediata da greve e fixou multa diária de R$ 50 mil, limitada a R$ 1 milhão, em caso de descumprimento. Segundo Carlos Martins, a notificação da justiça chegou nesta segunda (23) à sede do sindicato.
“O nosso jurídico participou da assembleia. A notificação coincide com a data da reunião com o governador e a suspensão da greve. Então não teremos que pagar nenhuma multa, já que estamos cumprindo a ordem judicial”, completou o presidente do Sindpros.
O governo estadual tem defendido o reajuste de 5,4% concedido aos servidores públicos, com pagamento retroativo a 1º de janeiro de 2026, alegando que a medida está dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
