Greve dos trabalhadores da Fhemig adia mais de 30 cirurgias em BH
Os trabalhadores reivindicam melhorias salariais e nas condições de trabalho; até o momento, não há previsão para o fim da greve
atualizado
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A greve de trabalhadores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) já provoca impactos no atendimento em Belo Horizonte (MG). Mais de 30 cirurgias foram adiadas em unidades da rede, segundo balanço inicial.
A paralisação teve início nesta semana e atinge hospitais da capital mineira. Apesar da manutenção de uma escala mínima — exigida por lei para garantir atendimentos de urgência e emergência —, procedimentos eletivos vêm sendo suspensos.
As cirurgias previamente agendadas foram canceladas sem nova data definida. Em alguns casos, os procedimentos já haviam sido remarcados anteriormente, o que aumenta a apreensão de quem aguarda atendimento.
Os trabalhadores reivindicam melhorias salariais e nas condições de trabalho. Entre as críticas, estão a sobrecarga das equipes, problemas estruturais nas unidades e o não pagamento integral do piso da enfermagem.
A Fhemig, por sua vez, afirma que acompanha os efeitos da paralisação e que tem adotado medidas para minimizar prejuízos à população. A fundação reforça que os serviços essenciais seguem funcionando e que mantém diálogo com representantes da categoria.
De acordo com a fundação, ainda não há previsão para o fim da greve.
