Governador de MG diz que só nomeará reitor que vender prédio da UEMG
Mateus Simões afirmou que apenas candidatos que se comprometerem com a venda de prédio terão chances de ser nomeados para a reitoria da UEMG
atualizado
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Belo Horizonte — O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou que só nomeará como novo reitor da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) um candidato se comprometer com a venda de um imóvel da instituição no campus de Frutal, no Triângulo Mineiro.
A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais na terça-feira (28/4). Segundo Simões, apenas candidatos que garantirem não “atrapalhar a destinação adequada” do prédio terão chance de nomeação.
“Como a escolha do reitor é minha, eu estou aqui querendo um compromisso público dos candidatos. Só tem chance de ser nomeado por mim o candidato que assumir o compromisso de que não vai atrapalhar a destinação desse imóvel”, disse.
O imóvel citado por Simões teria custado cerca de R$ 200 milhões aos cofres públicos. De acordo com o governador, o espaço foi projetado para funcionar como moradia estudantil voltada a atletas, mas hoje está abandonado e sem manutenção.
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“Se esse compromisso [da venda] for aceito, a pessoa tem condição de assumir a reitoria da Uemg. Eu não tenho intenção de me envolver na autonomia da universidade, mas eu não admito mais que um imóvel abandonado de 200 milhões de reais seja tratado como interesse social”, falou o governador.
Imagens divulgadas pelo chefe do Executivo mineiro mostram o prédio com sinais de deterioração, vegetação avançando sobre a estrutura e ausência de uso. Simões defende que a venda do imóvel poderia gerar recursos para investimentos na própria universidade, como melhorias na infraestrutura e reforma de unidades, incluindo bibliotecas.
Pressão e impasse
A alienação do prédio de Frutal já havia sido discutida anteriormente. No entanto, após pressão da comunidade acadêmica, o imóvel foi retirado da proposta.
Agora, ao atrelar a nomeação do reitor ao tema, o governo reabre o debate e amplia a tensão com setores da universidade, que tradicionalmente defendem autonomia na escolha da gestão e na definição sobre o patrimônio da instituição.
“Deixa eu te contar uma coisa: assume a reitoria da UEMG quem ganhar no voto! Caso contrário, a UEMG vai parar”, diz um comentário no vídeo publicado por Simões.
