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Eleições 2026Minas Gerais

Gabriel na Educação, recusas e rumores: o secretariado de Cleitinho

Gabriel Azevedo confirmou que foi chamado para compor o governo, mas afirmou que a Secretaria será anunciada pelo governador eleito

21/10/2026 02:00
Campanha/Divulgação
Gabriel Azevedo e Cleitinho Azevedo

Belo Horizonte — O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), tenta montar o primeiro escalão de sua gestão em meio a convites, recusas e nomes ainda em avaliação. Gabriel Azevedo (MDB) é apontado como favorito para a Secretaria de Educação, enquanto Cleitinho procura uma alternativa para a Fazenda após receber uma resposta negativa do economista Marcos Lisboa.

Ex-adversário de Cleitinho na disputa pelo Palácio Tiradentes, Gabriel já aceitou integrar o futuro secretariado e participa da equipe de transição. Procurado, o emedebista não confirmou qual pasta assumirá e afirmou que caberá ao governador eleito fazer o anúncio. Publicamente, Cleitinho também não definiu o destino do aliado.

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Gabriel e Cleitinho
Cleitinho Azevedo
Falcão, vice de Cleitinho
Roscoe e Cleitinho em encontro na Fiemg
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Roscoe e Cleitinho em encontro na Fiemg

Fiemg / Divulgação
Gabriel e Cleitinho
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Gabriel e Cleitinho

Divulgação/Campanha
Cleitinho Azevedo
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Cleitinho Azevedo

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Falcão, vice de Cleitinho
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Falcão, vice de Cleitinho

Thiago Bonna/Metrópoles

O acordo para que Gabriel componha o primeiro escalão, sem uma secretaria previamente acertada, foi confirmado pelos dois após reunião realizada em 9 de outubro.

Uma fonte próxima à transição, no entanto, afirmou ao Metrópoles que Gabriel é atualmente o favorito de Cleitinho para comandar a Educação. “Aceitei o convite do governador eleito para compor a comissão de transição e, posteriormente, participar do seu secretariado. Auxiliar o governador mineiro a cuidar do povo de Minas Gerais é uma honra para mim. O governador eleito irá anunciar a secretaria”, disfarçou Gabriel.

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Outro nome avaliado para a Educação é o da pedagoga Girlaine Figueiró Oliveira, presidente do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais (CEE-MG) e integrante da transição. Servidora da Secretaria de Estado de Educação há mais de 30 anos, Girlaine se enquadra no perfil defendido por Cleitinho durante a campanha, quando prometeu entregar a pasta a uma mulher com experiência na rede pública. Fontes ouvidas pelo Metrópoles, contudo, afirmam que ela não planeja deixar a presidência do conselho.

Recusa

Na área econômica, Cleitinho convidou Marcos Lisboa para assumir a Secretaria de Fazenda. Ex-presidente do Insper e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda no primeiro governo Lula, o economista participou da elaboração do programa apresentado por Gabriel na campanha estadual. Lisboa agradeceu, colocou-se à disposição para colaborar, mas recusou integrar o governo.

Cleitinho também tentou levar para o primeiro escalão o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe. Derrotado na eleição estadual pelo PL, Roscoe afirmou que recebeu um “leque de opções”, mas preferiu permanecer na entidade. Ele disse ainda que poderá assumir uma função em Brasília caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente e prometeu contribuir com o governo mineiro por meio de propostas e indicações.

Outros integrantes da transição são observados como potenciais auxiliares da futura administração, entre eles o auditor fiscal aposentado Gilberto Silva Ramos, que já comandou as secretarias de Fazenda de Contagem e Itabira e ocupa atualmente o cargo em Ibirité. A participação no grupo, entretanto, não representa indicação automática para o secretariado.

Até agora, Gabriel é o único nome que confirmou ter aceitado integrar o primeiro escalão. As pastas permanecem sem anúncio oficial, e as recusas de Lisboa e Roscoe mostram que Cleitinho ainda procura quadros para áreas estratégicas antes de assumir o governo em janeiro.