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Eleições 2026Minas Gerais

Flávio parabeniza Cleitinho por não ficar "quietinho" após pedido de Lula.

Presidente Lula havia dito que as obras que Minas Gerais precisa só poderiam ser feitas com o seu apoio; bolsonaristas viram como ameaça

20/10/2026 18:01, atualizado 20/10/2026 18:02

Belo Horizonte – O candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) prestou apoio ao governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), alegando que o apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que ele fique neutro no segundo turno foi uma agressão.

A fala do presidenciável foi ao encontro de outras manifestações de bolsonaristas ao longo do Encontro de Lideranças em Defesa de Minas e do Brasil, ato de campanha junto a prefeitos mineiros, em apoio ao senador

“Quero me solidarizar com você, por causa dessa agressão do Lula. Ameaçando o povo mineiro. Se você não ficar quietinho e se você fizer propaganda pra mim, ele não vai concluir as obras em Minas Gerais. Então, parabéns pela sua postura, é de não ficar quietinho, obviamente, não obedecer a um cara que hoje, o presidente, virou rancoroso. É um presidente que, se o governador não for aliado dele, ele desconta no povo”, afirmou Flávio para a plateia.

Flávio participou por meio de ligação.

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Durante suas falas, Cleitinho não chegou a comentar o caso e optou por reforçar seu apoio ao candidato bolsonarista e a pedir para os prefeitos conversem em seus municípios para virarem votos dos indecisos.

Na última visita a Minas Gerais, em Juiz de Fora na última sexta-feira (16/10), Lula pediu que Cleitinho não declarasse apoio a Flávio e alegou que o único que poderia ajudar a recuperar Minas Gerais seria ele, o petista.

A fala passou a ser interpretada pelos bolsonaristas como uma ameaça do presidente de que não iria cumprir com as obras previstas.

Pouco após o primeiro turno que garantiu Cleitinho Azevedo como futuro governador, o mineiro se reuniu com Flávio Bolsonaro que se comprometeu a renegociar a dívida de quase R$ 200 bilhões com a União e que vai reverter os valores em investimentos no próprio estado.