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Eleições 2026Igor Gadelha

Com Lula na cola, Flávio apela para seu próprio pacote de bondades

Com Lula próximo nas pesquisas, Flávio Bolsonaro começa a apelar para a volta do Perse e capitalizar na regra de transição do Bolsa Família

20/10/2026 16:10
Renato Pizzutto/Band
Com Lula na cola, Flávio apela para seu próprio pacote de bondades

Com as pesquisas indicando Lula (PT) em sua cola, o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, parece disposto a adotar a mesma estratégia de seu adversário, com um generoso “pacote de bondades”.

Na terça-feira (20/10), Flávio anunciou que, se eleito, vai retomar o Programa Emergencial do Setor de Eventos (Perse), criado por seu pai para socorrer setores como turismo e entretenimento durante a pandemia da Covid-19.

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Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio Bolsonaro (PL)
Candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro
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Candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (PL)
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Flávio Bolsonaro (PL)

Reprodução/ Sam Pancher
Flávio Bolsonaro (PL)
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Flávio Bolsonaro (PL)

Renato Pizzutto/Band

O programa foi encerrado em 2025, já no governo Lula, após atingir R$ 15 bilhões em renúncias fiscais. A equipe econômica do petista sempre resistiu ao Perse e defendeu o fim do benefício.

 pacote de bondades de Flávio também inclui a tentativa, ainda atabalhoada, de capitalizar politicamente uma mudança no período de transição para quem deixa o Bolsa Família.

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A proposta ampliaria o prazo dos atuais 18 meses para 24 meses. O anúncio foi feito pela coordenadora econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques, em uma entrevista na segunda-feira (19/10) à rádio CBN de Salvador.

Como mostrou a coluna, a fala da ex-presidente da Caixa Econômica acabou confundindo muita gente ao misturar a carteira assinada com o critério de renda, utilizado atualmente pelo Bolsa Família.

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A estratégia de Flávio tem, entretanto, um entrave: o presidenciável também promete à Faria Lima um ajuste fiscal de R$ 200 bilhões, baseado essencialmente na redução dos juros.

O problema é que os juros costumam ser mais resistentes quando o governo da vez aposta na generosidade dos benefícios fiscais.

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