Funcionário que matou chefe em MG tem prisão preventiva decretada
Em audiência de custódia, a Justiça decidiu manter preso Sinésio da Costa, de 51 anos, pela morte do chefe dele, José Wilson, de 60 anos
atualizado
Compartilhar notícia

Belo Horizonte — A Justiça de Minas Gerais converteu em preventiva a prisão do funcionário Sinésio Omar da Costa Júnior, de 51 anos, que matou o chefe, José Wilson Oliveira, de 60 anos, a tiros após receber uma advertência disciplinar, em Piumhi, no centro-oeste do estado.
O suspeito havia sido preso horas após o crime e agora permanecerá detido durante as investigações. A decisão, tomada durante audiência de custódia nessa quinta-feira (9/4), leva em conta a gravidade do caso e o risco de fuga.
Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que Sinésio chega na casa de José Wilson, toca a campainha, tira a arma da cintura e entra no local. Lá dentro, ele dispara contra o chefe e sai em seguida. A ação dura poucos segundos.
Crime após punição no trabalho
Segundo a Polícia Militar, o homicídio ocorreu depois de um desentendimento no ambiente de trabalho. A vítima, de 60 anos, exercia função de chefia no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e havia advertido o funcionário por questões disciplinares.
Inconformado, o homem deixou o local e, mais tarde, foi até a casa do chefe. Ao ser atendido, efetuou um disparo contra a vítima e, em seguida, atirou para o alto antes de fugir.
A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu a caminho do hospital.

Tentativa de fuga e prisão
Após o crime, o suspeito deixou Piumhi e tentou fugir em direção a Belo Horizonte. Ele foi localizado e preso no município de Pedra do Indaiá, durante operação montada pela polícia após a identificação de Sinésio.
Outras duas pessoas suspeitas de terem acobertado o funcionário também foram levadas à delegacia.
Durante a ocorrência, os policiais apreenderam duas armas ligadas ao suspeito: um revólver calibre .32, utilizado no crime, e uma espingarda, ambas sem registro.
De acordo com a polícia, o próprio suspeito afirmou que o crime foi motivado pela advertência aplicada pelo chefe — considerada pelos investigadores como um motivo banal diante da gravidade do homicídio.
Luto no município
A Prefeitura de Piumhi decretou luto oficial de três dias pela morte do servidor público. Durante o período de luto, as bandeiras serão hasteadas a meio mastro em todas as repartições públicas, em sinal de respeito.
Em nota, a prefeitura destacou o legado deixado por ele ao longo da trajetória no serviço público. Segundo relatos de colegas, José Wilson era conhecido pelo perfil tranquilo e pela postura ética no trabalho.
