Funcionário que matou chefe após advertência tentou fugir para BH
Sinésio da Costa, de 51 anos, foi preso em Pedra do Indaiá (MG) após matar o chefe a tiros dentro de casa em Piumhi (MG)
atualizado
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Belo Horizonte — O funcionário que matou o próprio chefe após ter levado uma advertência em Piumhi, no centro-oeste de Minas Gerais, tentou fugir para Belo Horizonte após o crime, antes de ser preso pela Polícia Militar.
Segundo a corporação, Sinésio Omar da Costa Júnior, de 51 anos, deixou a cidade logo após atirar contra o chefe, José Wilson de Oliveira, de 60 anos, dentro da casa da vítima. Ele foi localizado no município de Pedra do Indaiá, já fora da cidade onde ocorreu o homicídio.
A suspeita é de que o autor pretendia seguir viagem até a capital mineira, onde tentaria se esconder. A prisão ocorreu ainda no mesmo dia, durante operação montada após a identificação do suspeito.
De acordo com a polícia, um homem e uma mulher que teriam ajudado a acobertar a fuga também foram levados à delegacia. Após a prisão, os militares localizaram duas armas sem registro em um imóvel ligado ao suspeito: um revólver calibre .32, usado no crime, e uma espingarda.

O crime
O assassinato ocorreu horas após José aplicar uma advertência disciplinar ao funcionário. Ambos trabalhavam no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Piumhi.
Conforme a polícia, Sinésio teria se recusado a assinar o documento e acabou suspenso por três dias. Mais tarde, foi até a casa do chefe, entrou no imóvel após tocar a campainha e efetuou um disparo contra a vítima e outro para o alto.
José Wilson chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do hospital.
A morte causou forte comoção no município. Segundo relatos de colegas, José Wilson era conhecido pelo perfil tranquilo e pela postura ética no trabalho. Em nota, a Saae afirmou que ao longo de sua trajetória ele demonstrou dedicação e profissionalismo.
