Excesso de peso entra na linha de investigação de queda de avião em BH
A polícia informou que uma das frentes de apuração é o “suposto excesso de peso da aeronave” que bateu em prédio e deixou três mortos em BH
atualizado
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Belo Horizonte — A Polícia Civil passou a investigar a hipótese de excesso de peso na aeronave que caiu e atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, na região nordeste de Belo Horizonte, nessa segunda-feira (4/5). A linha investigativa é conduzida com apoio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
O acidente deixou três mortos e dois feridos, que seguem internados. A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha com destino a São Paulo quando caiu minutos depois da partida. O avião teria ficado no ar por aproximadamente cinco minutos. Ele tem peso máximo de decolagem de 1.633 kg.
Segundo a PCMG, o inquérito policial instaurado para apurar as causas e circunstâncias do acidente segue em andamento. Entre as diligências realizadas estão oitivas de testemunhas, exames periciais e análise de imagens que registraram a queda do avião.
Em nota, a corporação informou que uma das frentes de apuração é o “suposto excesso de peso da aeronave”, hipótese que será analisada tecnicamente em conjunto com o Cenipa, órgão responsável pelas investigações aeronáuticas no país.
A polícia não detalhou, até o momento, quais elementos levaram os investigadores a considerar essa possibilidade.
O caso também é acompanhado por peritos da aeronáutica, que devem avaliar fatores como condições da aeronave, distribuição de carga, desempenho durante a decolagem e eventuais falhas operacionais ou mecânicas.
A PCMG afirmou ainda que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.
O acidente
A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha e caiu cerca de cinco minutos após a decolagem, atingindo um prédio no bairro Silveira, na região nordeste da capital mineira.
Ao todo, cinco pessoas estavam a bordo no momento da decolagem. Três morreram e dois ocupantes sobreviveram.
As vítimas foram identificadas como o piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, o empresário Leonardo Berganholi Martins, de 50, e o veterinário Fernando Moreira Souto, de 36.
Os que sobreviveram são Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos; e Hemerson Cleiton Almeida Souza, de 53.
Eles foram encaminhados ao hospital e permancem internados. O estado de saúde deles não foi divulgado pela unidade.
