Eleição 2026

Dois senadores de MG vão rejeitar Messias para o STF. Pacheco não abre voto

Oposição ao governo Lula pretende fazer da sabatina do AGU Jorge Messias vitrine política

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/ METRÓPOLES @vinicius.foto
Advogado-geral da União, e indicado por Lula ao STF, Jorge Messias Metrópoles 1
1 de 1 Advogado-geral da União, e indicado por Lula ao STF, Jorge Messias Metrópoles 1 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/ METRÓPOLES @vinicius.foto

Belo Horizonte – O advogado-geral da União, Jorge Messias, chega à semana de sua sabatina para se tornar ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) com boa perspectiva de aprovação, após meses de articulação. Encarando os senadores num período pré-eleitoral, porém, ele será alvo de pesadas críticas e questionamentos da oposição ao governo Lula (PT), que vê no evento uma ótima oportunidade de vitrine política.

Na bancada de Minas Gerais, dois dos três senadores já declararam voto contrário a Messias na votação que deve acontecer nesta quarta (29/4), após sabatina na CCJ: Cleitinho (Republicanos) e Carlos Viana (PSD). O senador Rodrigo Pacheco (PSB) não abriu seu voto, mas é contado entre os governistas como apoio à indicação de Lula.

Pacheco almejou essa indicação e foi preterido por Lula, que o escalou para concorrer ao governo de Minas e, assim, garantir um palanque na campanha deste ano. Não ficou mágoa, porém, segundo aliados. O senador, no entanto, não assume publicamente sua pré-candidatura e ainda se articula nos bastidores.

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Cleitinho Azevedo (Republicanos)
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (PSD-MG)
O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
Jorge Messias foi indicado por Lula para vaga no STF
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Jorge Messias foi indicado por Lula para vaga no STF

Agência Brasil
Cleitinho Azevedo (Republicanos)
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Cleitinho Azevedo (Republicanos)

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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (PSD-MG)
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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (PSD-MG)

Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
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O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG)

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Os motivos de cada um para votar contra Messias

Viana, que ganhou holofotes recentemente presidindo a CPI do INSS, quer concorrer à reeleição e já vem declarando seu voto contra Messias numa continuação dos embates que tem tido contra o governo e contra o próprio Supremo. “Vejo essa indicação do Messias como semelhante à de Flávio Dino, que toma decisões de interesse do governo”, justifica ele.

O senador migrou do Podemos para o PSD, mas ainda busca conquistar seu espaço na disputa contra outros nomes de direita, como o ex-secretário Marcelo Aro (PP) e o deputado federal Domingos Sávio (PL-MG). O debate em torno da indicação ao STF, portanto, é importante para Viana manter vivo seu discurso e fortalecer seu nome.

Já Cleitinho tem repetido que votará contra Messias como argumento para provar que é de direita. O apoio dele a propostas de interesse do governo, como o fim da escala 6×1, e críticas ao presidente Donald Trump, dos EUA, levaram seguidores a acusar Cleitinho de estar “com o pé na esquerda”.

As cobranças irritaram o senador e pré-candidato ao governo de MG, que tem feito vídeos e discursos críticos a Jorge Messias e prometendo votar contra sua indicação.

As previsões

Os votos de Cleitinho e Viana contra Messias não devem fazer falta, indicam as contas que têm sido feitas no Senado tanto pela base quanto pela oposição. Derrubar a indicação de Lula depende de 41 votos no Senado, mas a própria oposição aposta que terá no máximo 30.

Em suas chances de falar, porém, os opositores devem focar na atuação de Messias na AGU após os atos do 8 de Janeiro de 2023, sua posição em relação ao aborto e o episódio que lhe rendeu o apelido “Bessias”, quando foi emissário da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para entregar a Lula documentos de posse como ministro na época, antes do impeachment dela.

Messias deve adotar tom respeitoso com os opositores e, na questão do aborto, dizer que é contra enquanto cristão, mas que tomará suas decisões sobre o tema em respeito à Constituição, que autoriza a interrupção da gravidez em caso de estupro ou risco de vida para a gestante.

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