Disputa em MG: veja quem são os pré-candidatos mineiros ao Senado
As eleições se aproximam e, até o momento, ao menos oito nomes aparecem como pré-candidatos ao Senado por MG; veja quem são
atualizado
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Belo Horizonte — Com as eleições de 2026 se aproximando, o cenário para o Senado em Minas Gerais começa a ganhar forma. Até agora, pelo menos oito nomes aparecem como possíveis concorrentes às duas vagas que estarão em disputa no estado.
No Senado Federal, cada unidade da federação conta com três representantes, que cumprem mandatos de oito anos. Em Minas, apenas Cleitinho Azevedo (Republicanos) segue com mandato até 2031 — embora seja cotado para disputar o governo estadual, o que pode alterar o jogo político.
Já Rodrigo Pacheco (PDB) e Carlos Viana (PSD) estão em fim de mandato. A tendência é que Viana busque a reeleição, enquanto Pacheco é apontado como possível candidato ao Palácio Tiradentes com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorrerá à reeleição para a Presidência da República.
Levantamentos recentes indicam maior visibilidade para nomes como Marília Campos (PT), Carlos Viana e Aécio Neves (PSDB). Além deles, outros políticos também se movimentam para entrar na disputa.
Veja cenários da última pesquisa de intenção de votos para o Senado em Minas Gerais.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026. Para o Senado, não há segundo turno: os mais votados ficam com as vagas.
Quem são os nomes cotados até agora
Marília Campos (PT)
Psicóloga de formação, Marília Campos é uma das principais lideranças do Partido dos Trabalhadores em Minas. Ela iniciou a trajetória política como vereadora em Contagem e, posteriormente, foi deputada estadual por três mandatos consecutivos. Também governou Contagem como prefeita em diferentes períodos, consolidando uma base eleitoral forte na região metropolitana de Belo Horizonte.

Carlos Viana (PSD)
Jornalista de formação, Carlos Viana construiu carreira na comunicação antes de ingressar na política. Foi eleito senador em 2018 e, durante o mandato, buscou ampliar sua atuação em pautas nacionais e regionais. Já disputou o governo de Minas e a Prefeitura de Belo Horizonte, consolidando-se como um nome competitivo no campo de centro-direita.

Aécio Neves (PSDB)
Economista e figura tradicional da política mineira, Aécio Neves já foi governador de Minas e senador. Ele disputou a Presidência da República em 2014 e, atualmente, exerce mandato de deputado federal e atua como uma dos principais nomes do PSDB.

Domingos Sávio (PL)
Veterinário e político com longa trajetória, Domingos Sávio já ocupou cargos no Legislativo estadual e federal. Atualmente deputado federal, também preside o PL em Minas Gerais, o que amplia seu peso nas articulações partidárias. Tem forte ligação com o eleitorado conservador e foi oficializado como pré-candidato ao Senado, representando o campo da direita no estado.

Marcelo Aro (PP)
Advogado e ex-deputado federal, Marcelo Aro ganhou projeção ao assumir funções estratégicas no governo de Minas Gerais, incluindo cargos de articulação política. É visto como um nome ligado ao grupo do Executivo estadual e ao entorno do governador Mateus Simões (PSD).

Áurea Carolina (PSol)
Cientista política e ativista, Áurea Carolina surgiu na política institucional como a vereadora mais votada da história de Belo Horizonte em 2016. Posteriormente, foi eleita deputada federal, onde atuou com pautas ligadas a direitos humanos, cultura e participação social. É uma das principais vozes do PSol em Minas.

Vanessa Portugal (PSTU)
Professora da rede pública e militante de movimentos sociais, Vanessa Portugal é um dos principais nomes do PSTU em Minas Gerais. Tem trajetória ligada à defesa da educação pública, dos direitos dos trabalhadores e a pautas sindicais. Já disputou eleições anteriores representando o campo da esquerda mais radical.

Maria Lúcia Cardoso (MDB)
Empresária e professora, Maria Lúcia Cardoso tem trajetória política vinculada ao interior de Minas, com atuação em cidades como Pitangui e Contagem. Já foi deputada federal e, mais recentemente, deixou a prefeitura para se dedicar à construção de uma candidatura ao Senado.

O quadro ainda pode mudar nos próximos meses, com alianças partidárias, desistências e novas candidaturas. Em Minas, onde o eleitorado costuma influenciar o cenário nacional, a corrida pelas cadeiras no Senado promete ser um dos principais focos da eleição de 2026.

