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Minas Gerais

Defesa recorrerá de prisão do sargento da PM suspeito de matar capitã

Juiz manteve sargento suspeito por morte de capitã da PM preso por entender que a medida é necessária para garantir a ordem pública

22/07/2026 10:28, atualizado 22/07/2026 10:29
Redes sociais/ reprodução
Eduardo Abner sargento PM, preso pela morte da capitã Michele Leão

Belo Horizonte – A defesa do 3º sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, preso em flagrante por suspeita de matar a esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos, informou que vai recorrer da decisão que converteu a prisão em flagrante em preventiva durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (22/7).

O procedimento ocorreu na Central de Audiência de Custódia da Comarca de Belo Horizonte (Ceac-BH), no bairro Lagoinha, na Região Noroeste da capital. A decisão é do juiz Antônio Francisco Gonçalves, que entendeu que “a segregação cautelar era necessária para a garantia da ordem pública”.

Em nota, o advogado Gustavo Nepomuceno Lopes afirmou que discorda dos fundamentos adotados, especialmente no que se refere à necessidade da medida para garantir a ordem pública.

“Trata-se de um caso de grande repercussão midiática, circunstância que, por si só, exige ainda mais cautela para que as decisões judiciais sejam pautadas exclusivamente pelos elementos constantes dos autos, preservando-se a imparcialidade do processo e a presunção de inocência”, disse.

A pedido da defesa do sargento, o caso foi colocado sob sigilo pela Justiça, com a intenção de “resguardar direitos fundamentais, como a intimidade e a vida privada dos envolvidos”.

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 Entenda o caso

Eduardo foi preso em flagrante na noite da última segunda-feira (20/7) após levar a esposa, a capitã Michele, já sem vida, ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte. Lotado no 1º Batalhão da PMMG, ele estava detido no 34º Batalhão da corporação.

Em depoimento, o sargento afirmou que os dois consumiram bebidas alcoólicas e ecstasy e que Michele teria caído de uma escada após práticas sexuais consensuais envolvendo agressões. Segundo ele, a capitã recusou atendimento médico e morreu horas depois.

A versão, porém, passou a ser contestada pela Polícia Civil. Exames preliminares apontaram múltiplas lesões pelo corpo da vítima, incluindo marcas compatíveis com chicotadas e um grave ferimento no rosto. A investigação também apura relatos de familiares sobre um histórico de relacionamento abusivo.

Durante o atendimento no hospital, Eduardo ainda foi flagrado tentando descartar uma caixa com 18 comprimidos de ecstasy em uma lixeira, motivo pelo qual também passou a responder por tráfico de drogas.

O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, que aguarda os laudos periciais para esclarecer a dinâmica da morte da capitã.

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Sargento leva companheira desacordada
Sargento leva companheira, capitã da PM, desacordada
3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG
A capitã chegou morta ao hospital
Capitã da Polícia Militar de MG Michele Leão Azevedo
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Capitã da Polícia Militar de MG Michele Leão Azevedo

PMMG/Reprodução
Sargento leva companheira desacordada
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Sargento leva companheira desacordada

Câmera de segurança/reprodução
Sargento leva companheira, capitã da PM, desacordada
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Sargento leva companheira, capitã da PM, desacordada

Câmera de segurança/reprodução
3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG
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3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG

Reprodução/redes sociais
A capitã chegou morta ao hospital
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A capitã chegou morta ao hospital

Reprodução/PMMG

Quem era a capitã Michele

Michele Leão Azevedo era capitã da Polícia Militar de Minas Gerais. Respeitada na corporação, ela era casada há cerca de oito anos com o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira.

Ela construiu trajetória de sucesso na corporação, com vários cursos na área de defesa e segurança pública. Concluiu o curso de formação complementar de Multiplicador de Direitos Humanos, oferecido pela PMMG. Também fez especialização em docência do Ensino Superior pelo Instituto Federal do Sul de Minas (IFSULDEMINAS).

Segundo depoimento da mãe da vítima à Polícia Civil, Michele vivia um relacionamento considerado abusivo.

A mãe afirmou que a filha era constantemente humilhada pelo marido, que exercia controle sobre sua vida e fazia manipulação emocional. Ainda conforme o relato, Michele tentava colocar fim ao relacionamento, mas o sargento não aceitava a separação.

Em uma das ocasiões, ele teria permanecido em frente à casa da mãe da capitã após discussão entre o casal.

No dia da morte, Michele tinha um encontro marcado com a mãe. Ela chegou a atender uma ligação falando baixo e dizendo que não poderia comparecer. Depois disso, deixou de responder às mensagens da mãe.

Eduardo tinha histórico de violência

Eduardo possui dois boletins de ocorrência por violência doméstica registrados em seu nome, nos anos de 2014 e 2016, sem relação com a capitã Michele.