
Cleitinho tem reunião com Marcos Pereira, mas não destrava candidatura
Republicanos decidiu não lançar candidatura de Cleitinho após demora do senador em oficializar decisão; agora, ele tenta reverter cenário

Belo Horizonte e São Paulo — O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) se reuniu, nessa quinta-feira (30/7), com o presidente nacional do partido, o deputado federal Marcos Pereira, em São José dos Campos (SP), em busca de reaver a sua candidatura ao governo de Minas Gerais. Após horas de reunião, no entanto, o encontro terminou sem um desfecho.
Nos bastidores, a avaliação é de que o encontro dificilmente mudará os rumos da negociação. Interlocurores relatam que a reunião serviu para cobrar de Cleitinho a forma como o senador conduziu o impasse com a sigla publicamente, especialmente após anunciar em uma transmissão ao vivo que disputaria o governo após o Republicanos afirmar que não o queria como candidato.
Outro fator que pesa contra uma reviravolta positiva para Cletinho é o avanço das articulações da direita em torno de Marcelo Aro (PP). Republicanos e PL já trabalham na construção de uma candidatura do ex-secretário de governo de Romeu Zema (Novo) ao Palácio Tiradentes.
O movimento ganhou força após Aro romper com o grupo de Mateus Simões (PSD) e Zema para viabilizar o novo projeto político. Com isso, ele se aproxima ainda mais da possibilidade de ser palanque para Flávio Bolsonaro (PL), que deve disputar o Palácio do Planalto.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA reunião, realizada em São Paulo, também contou com a participação do presidente estadual da legenda, o deputado federal Euclydes Pettersen, do deputado estadual Carlos Henrique, e do indicado a compor a chapa como vice de Cleitinho, o ex-prefeito de Patos de Minas Luiz Eduardo Falcão, todos do Republicanos.
Crise com o partido
Após uma demora de meses em anunciar se iria ou não concorrer ao cargo, o partido acabou comunicando, na última quarta-feira (29/7), que devido a demora em tomar uma decisão mais firme, ele não seria candidato.
Durante a noite, o parlamentar convocou uma coletiva em Divinópolis, sua cidade natal, para explicar que devido a saúde do seu irmão caçula, Matheus Azevedo, e a morte dele, não se sentia confortável para anunciar uma campanha em meio ao luto.
Por fim, ele confirmou a intenção de concorrer ao Palácio Tiradentes no pleito deste ano e afirmou que iria tentar conversar com Marcos Pereira para reverter a decisão. As tentativas de contato com o presidente foram ignoradas, segundo fontes do partido, como forma de dar uma resposta ao mineiro.
O Republicanos tem como estratégia entrar na campanha de Marcelo Aro (PP), que estava sendo articulada junto com as direções nacionais da federação União Progressista e pelo Partido Liberal (PL). Aro estava insatisfeito com o PSD, partido com o qual estava aliado, por lançar a candidatura a reeleição do senador Carlos Viana (PSD).



