Cleitinho sobre o fim da 6×1: “Se fosse o Bolsonaro estavam batendo palmas”
Senador Cleitinho Azevedo afirmou que redução da jornada e da escala de trabalho busca dar mais dignidade ao povo
atualizado
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Belo Horizonte – O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) criticou os políticos bolsonaristas que vem se colocando como contrários a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê a redução da carga e jornada de trabalho. Nessa quarta-feira (27/5), o mineiro foi ao plenário afirmar que colegas criticam a medida por serem aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Se não fosse o Lula que fosse presidente, se fosse o Bolsonaro que tivesse mandando qualquer benefício para o povo, quem é do lado do Bolsonaro, igual eu, estava batendo palmas. Anos atrás quando aumentou o auxílio Bolsa Família, que virou Auxílio Brasil, foi para R$ 600, eu estava batendo palma. Quem era do Bolsonaro estava defendendo e agora, porque é do Lula, não pode. Não sou aliado do Lula, mas sou aliado do povo”, afirmou.
Azevedo afirmou que a proposta não é de cunho ideológico e classificou a atual escala como “maldita” e alegou que a aprovação busca dar um pouco de dignidade ao povo que, segundo ele, enfrenta baixo poder de compra, alta no custo de vida e que trabalha em rotinas exaustivas.
O texto, que prevê redução de 44h semanais para 40h em 14 meses e garante dois dias de folga no mesmo período, foi aprovado na noite dessa quarta na Câmara dos Deputados. Foram 461 votos favoráveis contra 19, a matéria segue para ser apreciada no Senado.
Diversos políticos que anteriormente se declaravam fortemente contrários a aprovação, mudaram de estratégia na tarde da votação e passaram a declarar apoio a PEC, afirmando que deveriam tomar medidas que provoquem uma crise econômica e que isso sirva para “abrir os olhos das pessoas”.
“Existe um meio de abrir os olhos das pessoas, que é: não apoiar somente a 5×2, mas apoiar a 4×3, que seja vigorado amanhã e que a quebradeira comece antes das eleições. Muitas vezes, antes de melhorar, tem que piorar”, afirmou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em vídeo postado nas redes sociais.
Além do mineiro, o caminho também foi seguido por outros expoentes bolsonaristas, como Bia Kicis (PL-DF), Gustavo Gayer (PL-GO), Delegado Caveira (PL-PA), Carlos Jordy (PL-RJ) e até o líder do partido, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).