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Eleições 2026Minas Gerais

Cleitinho reúne apoios e aposta em virada para recuperar candidatura

Senador obteve manifestações favoráveis dos comandos estaduais do Republicanos e do PL, mas ainda enfrenta resistências

01/08/2026 02:00
Reprodução/Instagram
Cleitinho em Divinópolis

Belo Horizonte — Barrado pelo Republicanos após demorar a confirmar que disputaria o governo de Minas, o senador Cleitinho Azevedo reúne apoios para convencer o comando nacional do partido a rever a decisão.

Cleitinho recebeu manifestações públicas favoráveis do presidente do Republicanos em Minas, deputado federal Euclydes Pettersen, e do presidente estadual do PL, deputado federal Zé Vitor. Ambos defendem que o senador seja candidato ao Palácio Tiradentes.

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Cleitinho
Marcelo Aro
O presidente do Republicanos, Marcos Pereira
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O presidente do Republicanos, Marcos Pereira

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
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Marcelo Aro
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Marcelo Aro

Willian Dias/ALMG

O principal obstáculo ainda é o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira. Ele resiste aos pedidos de desculpas apresentados por Cleitinho e mantém o veto à candidatura.

Os dois devem voltar a conversar neste sábado (1º/8) em busca de uma solução para o impasse.

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Entenda o impasse

  • O que aconteceu: Cleitinho demorou a confirmar que disputaria o governo de Minas e acabou vetado pela direção nacional do Republicanos.
  • Quem apoia: Euclydes Pettersen, presidente do Republicanos em Minas, e Zé Vitor, presidente estadual do PL, defendem a candidatura.
  • Quem resiste: Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos.
  • O que pesa contra: dirigentes consideram Cleitinho imprevisível e temem uma desistência durante a campanha ou conflitos com candidatos do partido.
  • O que pesa a favor: Cleitinho lidera as pesquisas, promete dispensar o fundo partidário e pode ampliar a bancada federal do Republicanos em Minas.
  • Pressão familiar: Gleidson Azevedo, irmão de Cleitinho e puxador de votos da legenda, ameaça abandonar a política se o veto continuar.
  • Próximo passo: Cleitinho e Marcos Pereira devem voltar a conversar neste sábado (1º/8).

Resistência no Republicanos

A demora de Cleitinho para assumir a candidatura desgastou sua relação com o comando nacional do Republicanos. Dentro do partido, o senador é visto como imprevisível e pouco confiável para conduzir uma campanha até o fim.

Dirigentes temem que ele possa desistir durante a disputa ou entrar em conflito com candidatos da legenda, entre eles o ex-deputado Eduardo Cunha, que concorrerá novamente à Câmara.

Força eleitoral

A favor de Cleitinho pesa principalmente seu desempenho eleitoral. O senador lidera isoladamente as pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas em todos os cenários nos quais seu nome é testado.

Com Cleitinho na cabeça de chapa, o Republicanos calcula que poderia eleger de quatro a cinco deputados federais em Minas. Sem ele, a projeção cai para dois ou três.

Outro fator de pressão é o irmão gêmeo do senador, o ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo. Considerado um dos principais puxadores de votos do Republicanos no estado, Gleidson ameaça abandonar a política caso o veto seja mantido.

O destino de Marcelo Aro

A retomada da candidatura de Cleitinho também depende de uma solução para Marcelo Aro (PP). Após o veto do Republicanos ao senador, parte da direita mineira passou a se articular em torno do nome de Aro para disputar o Palácio Tiradentes.

O movimento levou Aro a romper com o grupo do governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição. Se Cleitinho voltar à disputa, será necessário encontrar um novo espaço para o presidente estadual do PP.

A proposta discutida no PL é oferecer a Aro uma candidatura ao Senado. A outra vaga da chapa ficaria com o deputado federal Domingos Sávio, do próprio PL.