
Cleitinho reúne apoios e aposta em virada para recuperar candidatura
Senador obteve manifestações favoráveis dos comandos estaduais do Republicanos e do PL, mas ainda enfrenta resistências

Belo Horizonte — Barrado pelo Republicanos após demorar a confirmar que disputaria o governo de Minas, o senador Cleitinho Azevedo reúne apoios para convencer o comando nacional do partido a rever a decisão.
Cleitinho recebeu manifestações públicas favoráveis do presidente do Republicanos em Minas, deputado federal Euclydes Pettersen, e do presidente estadual do PL, deputado federal Zé Vitor. Ambos defendem que o senador seja candidato ao Palácio Tiradentes.
O principal obstáculo ainda é o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira. Ele resiste aos pedidos de desculpas apresentados por Cleitinho e mantém o veto à candidatura.
Os dois devem voltar a conversar neste sábado (1º/8) em busca de uma solução para o impasse.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEntenda o impasse
- O que aconteceu: Cleitinho demorou a confirmar que disputaria o governo de Minas e acabou vetado pela direção nacional do Republicanos.
- Quem apoia: Euclydes Pettersen, presidente do Republicanos em Minas, e Zé Vitor, presidente estadual do PL, defendem a candidatura.
- Quem resiste: Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos.
- O que pesa contra: dirigentes consideram Cleitinho imprevisível e temem uma desistência durante a campanha ou conflitos com candidatos do partido.
- O que pesa a favor: Cleitinho lidera as pesquisas, promete dispensar o fundo partidário e pode ampliar a bancada federal do Republicanos em Minas.
- Pressão familiar: Gleidson Azevedo, irmão de Cleitinho e puxador de votos da legenda, ameaça abandonar a política se o veto continuar.
- Próximo passo: Cleitinho e Marcos Pereira devem voltar a conversar neste sábado (1º/8).
Resistência no Republicanos
A demora de Cleitinho para assumir a candidatura desgastou sua relação com o comando nacional do Republicanos. Dentro do partido, o senador é visto como imprevisível e pouco confiável para conduzir uma campanha até o fim.
Dirigentes temem que ele possa desistir durante a disputa ou entrar em conflito com candidatos da legenda, entre eles o ex-deputado Eduardo Cunha, que concorrerá novamente à Câmara.
Força eleitoral
A favor de Cleitinho pesa principalmente seu desempenho eleitoral. O senador lidera isoladamente as pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas em todos os cenários nos quais seu nome é testado.
Com Cleitinho na cabeça de chapa, o Republicanos calcula que poderia eleger de quatro a cinco deputados federais em Minas. Sem ele, a projeção cai para dois ou três.
Outro fator de pressão é o irmão gêmeo do senador, o ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo. Considerado um dos principais puxadores de votos do Republicanos no estado, Gleidson ameaça abandonar a política caso o veto seja mantido.
O destino de Marcelo Aro
A retomada da candidatura de Cleitinho também depende de uma solução para Marcelo Aro (PP). Após o veto do Republicanos ao senador, parte da direita mineira passou a se articular em torno do nome de Aro para disputar o Palácio Tiradentes.
O movimento levou Aro a romper com o grupo do governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição. Se Cleitinho voltar à disputa, será necessário encontrar um novo espaço para o presidente estadual do PP.
A proposta discutida no PL é oferecer a Aro uma candidatura ao Senado. A outra vaga da chapa ficaria com o deputado federal Domingos Sávio, do próprio PL.









