Chefe acusa funcionária de ter “ratos no cabelo” e empresa é condenada
Segundo o TRT-MG, testemunha confirmou que gerente dizia, diante de colegas, que funcionária levava “ratos escondidos no cabelo”
atualizado
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Belo Horizonte — Um supermercado de Araguari, no Triângulo Mineiro, foi condenado a pagar R$ 5 mil de indenização por danos morais a uma funcionária após uma gerente fazer comentários racistas e preconceituosos contra ela no ambiente de trabalho.
As informações foram divulgadas pelo Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) nesta terça-feira (19/5).
Segundo o processo, a gerente dizia, na frente de outros empregados, que a trabalhadora levava ratos para dentro da empresa escondidos no cabelo. Uma testemunha confirmou a situação e relatou que a funcionária ficou muito abalada, além de ter comunicado o caso à empresa.
A decisão também apontou que o supermercado não comprovou ter tomado nenhuma providência depois do episódio. A empresa tentou derrubar a condenação, enquanto a trabalhadora pediu aumento do valor da indenização.
No entanto, a Nona Turma do TRT-MG manteve os R$ 5 mil definidos pela 2ª Vara do Trabalho de Araguari. A decisão não cabe mais recurso.
Outro caso
Há um mês, a Justiça do Trabalho também reconheceu um caso semelhante em São Paulo. Uma trabalhadora haitiana que atuava nas obras da Linha 6-Laranja do Metrô deverá receber R$ 15 mil de indenização após denunciar racismo e assédio moral no canteiro de obras.
Segundo o processo, o supervisor teria dito: “Não quero ver essa ‘nega’ aqui na obra não, essa ‘nega’ vai ser mandada embora”. A funcionária também relatou episódios frequentes de perseguição e humilhações no ambiente de trabalho.
