Casal morto em BH: saiba por quais crimes a diarista Paola responderá
A Justiça aceitou denúncia oferecida pelo MPMG; diarista responderá por duplo homicídio, fraude processual qualificada e furto qualificado

Belo Horizonte – A Justiça de Minas aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, suspeita pela morte do casal Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Ela responderá por duplo latrocínio consumado (roubo seguido de morte), com agravantes de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas e também por fraude processual qualificada e furto qualificado.
Além de Paola, o comerciante Leonardo do Nascimento, dono de um restaurante, também, foi denunciado e se tornou réu no processo. Ele responderá por furto qualificado mediante fraude. Cartões do casal teriam sido utilizados no estabelecimento comercial dele. Ele também se tornou réu no processo.
Sobre o crime
O caso ocorreu no dia 29 de junho, quando Paola foi trabalhar pela primeira vez na residência do casal, que fica no bairro São Pedro, na capital mineira.
As vítimas foram brutalmente assassinadas para que seus bens fossem subtraídos. Antes de cometer o crime, Paola chegou a dopar o casal, para evitar que eles resistissem ao ataque. Pelos laudos da necropsia, a idosa apresentava 15 lesões e queimaduras. Já Cláudio Atala sofreu 43 facadas, incluindo uma perfuração no coração.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesApós cometer o crimes, Paola limpou o apartamento, tomou banho, pegou pertences do casal e saiu da casa carregando duas bolsas. Alguns itens ela descartou em uma caçamba próximo ao local.
Provas Técnicas Decisivas
- A decisão do juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira destacou provas técnicas contundentes para aceitar a denúncia:
- Imagens de câmeras de monitoramento que registraram a diarista entrando e saindo do prédio, inclusive com sacolas e com as roupas trocadas
- Peritos encontraram uma unha postiça de gel da acusada exatamente sob o corpo de uma das vítimas; perícias fotográficas confirmaram que ela entrou no imóvel com o acessório e saiu sem ele
- Cena do crime foi alterada com uso de água sanitária e desinfetantes em panos de chão, para apagar vestígios de sangue e induzir a perícia ao erro.
Outros investigados no caso
O processo foi desmembrado em relação a outros quatro nomes
Vinícius Moreira Mitre: Primo de Maria Clotilde e responsável por indicar Paola para trabalhar na residência, terá a conduta investigada em inquérito autônomo para apurar eventual participação.
Segundo os advogados de Paola, “ela diz que não teve qualquer participação de terceiros no crime, logo não há nada a falar sobre o primo que a indicou para a faxina”.
A manifestação ao Metrópoles foi dada após o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pedir o aprofundamento das investigações sobre o primo de Clotilde, responsável por indicar a mulher para realizar uma faxina na residência.
Três outros envolvidos: suspeitos de receptação dos bens roubados, poderão ser beneficiados com Acordos de Não Persecução Penal (ANPP), já que seus crimes não envolveram violência direta. Eles devolveram os itens do casal, que haviam comprado e alegaram desconhecer a procedência dos objetos.
Os réus Paola e Leonardo já foram citados para apresentarem suas defesas por escrito no prazo de 10 dias.
A defesa de Paola solicitou a revogação da prisão preventiva, pedido que aguarda parecer do Ministério Público.



