Cantineiras de Minas Gerais terão aumento extra por insalubridade
O aumento linear para os servidores mineiros é de 5,4%, com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026
atualizado
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Belo Horizonte – Pré-candidato ao governo de Minas nas próximas eleições, o governador Mateus Simões (PSD) conseguiu a sua primeira articulação junto à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e sancionou o projeto que reajusta o salário do funcionalismo público estadual . O aumento de 5,4% terá efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026 e entra em vigor ainda nesta terça-feira (31/3), após publicação em uma edição extra do Diário Oficial de Minas Gerais.
Além de comemorar o reajuste dos servidores, Mateus Simões, conseguiu aprovar mais duas emendas na ALMG. Uma delas é o aumento de 10% no salário das cantineiras das escolas da rede pública estadual de ensino. O aumento é referente à inclusão do adicional de insalubridade, um pedido antigo da categoria. Mais de 30 mil servidores receberão o acréscimo na remuneração da base salarial.
“Elas[cantineiras] são o coração afetivo das escolas. Nós ainda temos 400 mil alunos no estado que vivem com menos de 100 reais por mês. A alimentação que eles recebem das mãos das cantineiras é tudo, talvez o único alimento completo que receberão no dia”, afirmou o governador .
Simões ainda conseguiu aprovação de emenda para o fornecimento de uniformes, enfardamentos e jalecos para os assistentes técnicos da carreira administrativa das Polícia Civil e Militar do estado.
“Nós estamos com um concurso para técnicos em necrópsia, ajudantes dos médicos legistas. Elas não tinham dinheiro nem o fornecimento dos jalecos que eles tem que usar. Fazer esse adicional é corrigir uma distorção. Já que a Polícia Penal tinha esse direito, porquê não pagar também pras outras categorias das forças de segurança?”, questionou.
Reajuste salarial dos servidores
A sanção do projeto ocorreu sob pressão, em meio à corrida contra o calendário eleitoral, que estipula um prazo de 180 antes das eleições para que aumentos salariais sejam aprovados pelos governantes.
O texto prevê reajuste de 5,4% para a maior parte do funcionalismo e terá efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026. Contudo, algumas categorias terão percentuais diferentes. Veja quais são elas:
- Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG): 5,53%, retroativo a maio de 2025
- Ministério Público de Minas Gerais (MPMG): 5,53%, também retroativo a maio de 2025
- Defensoria Pública de MG: 4,44%
- Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG): 10,94%, considerando perdas inflacionárias acumuladas
- ALMG: 5,4%
Simões tenta abrir caminho, mas servidores seguem insatisfeitos
Apesar de Simões comemorar a aprovação do reajuste, os servidores não ficaram contentes com o percentual. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), o índice não cobre a defasagem acumulada durante o governo de Romeu Zema (Novo).
Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 41,83%, que, segundo eles, visa recuperar as perdas acumuladas entre 2019 e 2025, além de aplicar a correção prevista na portaria nº 82 do Ministério da Educação (MEC), de 30 de janeiro de 2026.
A portaria 82 oficializa o novo valor do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica para 2026, fixado em R$ 5.130,63.
De olho no Palácio Tiradentes, Simões terá que se esforçar para se aproximar dos servidores públicos. Durante a passagem do cargo de Zema para Simões, os trabalhadores realizaram um ato em frente à ALMG, alegando que a gestão dos dois não foi positiva para a categoria.
