Disputa desigual: veja alcance nas redes sociais de pré-candidatos em MG
Antes do início da campanha eleitoral, com Cleitinho à frente, pré-candidatos têm alcance desigual nas redes sociais
atualizado
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Belo Horizonte – A corrida pelo governo de Minas Gerais em 2026 ainda está em fase de articulações partidárias, mas um dos campos onde a disputa já ocorre de forma clara é nas redes sociais. Levantamento feito pelo Metrópoles com perfis de possíveis candidatos mostra diferenças significativas no alcance digital de cada nome — fator que, cada vez mais, influencia o debate público e a projeção eleitoral.
Nos últimos anos, plataformas como Instagram, X (antigo Twitter) e Facebook se tornaram ferramentas centrais para políticos ampliarem visibilidade, mobilizarem apoiadores e pautarem discussões públicas. Em Minas, alguns nomes já possuem presença consolidada nesses ambientes, enquanto outros ainda buscam ampliar o alcance para ganhar reconhecimento junto ao eleitorado.
Veja quem são os pré-candidatos e seus números nas redes sociais:
Especialistas em comunicação política avaliam que o alcance nas redes sociais pode influenciar a formação da imagem pública dos candidatos, mas não substitui estruturas tradicionais de campanha.
Em Minas Gerais, estado com muitas cidades médias e pequenas, redes sociais podem ser menos importantes do que fatores como alianças regionais, tempo de televisão e capilaridade partidária.
Líder de engajamento
Entre os pré-candidatos, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece como o político com maior força digital. Com milhões de seguidores somados entre Instagram e Facebook, o parlamentar construiu parte relevante da própria trajetória política apoiado na comunicação direta com o público nas redes.
Cleitinho utiliza as plataformas com frequência para comentar temas do cotidiano da política, criticar adversários e divulgar agendas e posicionamentos. A escolha pela proximidade com o público e a presença constante ajudam a manter um alto nível de engajamento com os seguidores.
Nome consolidado
Outro nome com presença relevante nas redes é o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). Apesar de não liderar o ranking de seguidores, Kalil mantém uma base digital expressiva e consolidada. Parte significativa desse público está concentrada no X, plataforma onde o ex-prefeito costuma se posicionar sobre temas políticos e debates públicos.
A projeção de Kalil nas redes também está ligada à sua trajetória política recente. Ele comandou a Prefeitura de Belo Horizonte entre 2017 e 2022 e ganhou notoriedade nacional durante a pandemia de Covid-19, quando adotou postura firme em defesa de medidas sanitárias, o que ampliou sua evidência fora da capital mineira.
Longe dos holofotes
Já o senador Rodrigo Pacheco (PSD), que já foi presidente do Congresso Nacional, possui presença digital mais institucional. Embora reúna mais de 500 mil seguidores somando diferentes plataformas, o parlamentar tem adotado postura mais discreta nas redes sociais, longe dos holofotes.
Durante a pandemia, Pacheco foi alvo frequente de críticas e ataques nas redes sociais, o que o levou a reduzir a exposição. Em determinado momento, o senador chegou a restringir o acesso ao perfil no X, antiga rede Twitter, após enfrentar uma onda de comentários negativos.
Colado a Nikolas
Entre os nomes ligados ao atual governo estadual, o vice-governador Mateus Simões (PSD) ainda possui alcance digital mais restrito. Sua presença está concentrada no Instagram, enquanto outras redes não são utilizadas de forma ativa.
Nos bastidores da política mineira, aliados avaliam que ampliar a visibilidade nas redes sociais pode ser um passo importante para fortalecer uma eventual candidatura ao Palácio Tiradentes. Nesse contexto, Simões tem se aproximado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos políticos brasileiros com maior engajamento digital. A proximidade pode representar uma tentativa de ampliar alcance.
Presença digital modesta
Na capital mineira, o vereador Gabriel Azevedo (MDB) também aparece entre os nomes cotados para disputar o governo. Com presença digital mais concentrada no Instagram, o parlamentar utiliza as redes para comentar temas da política estadual e municipal. O desafio, nesse caso, é ampliar o reconhecimento fora de Belo Horizonte, onde já possui atuação política consolidada.
Outros possíveis candidatos ainda possuem presença digital mais modesta. É o caso de Túlio Lopes (PCB) e Maria da Consolação (PSB), cujos perfis nas redes sociais reúnem públicos menores quando comparados aos demais nomes analisados.
A diferença nos números evidencia que, enquanto alguns pré-candidatos já possuem bases digitais consolidadas, outros ainda tentam construir presença nesse ambiente. Em um cenário político cada vez mais influenciado pela comunicação on-line, a disputa por espaço nas redes pode se tornar um fator relevante na corrida pelo governo de Minas — mesmo antes do início oficial da campanha eleitoral.





