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Minas Gerais

Canal de Janones bate 3,7 milhões após decisão do TSE e ele agradece Flávio

Janones atribuiu disparada de seguidores à tentativa de suspensão do “Exército do Lula” e agradeceu ao adversário: “Obrigado, Flavinho”

12/10/2026 11:58
Reprodução/Facebook/André Janones
andre janones e lula com camiseta: quem manda é o povo

Belo Horizonte — O canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, alcançou 3,7 milhões de seguidores no WhatsApp nesta segunda-feira (12/10), após uma disputa judicial envolvendo sua suspensão pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em vídeo publicado nesse domingo (11/10), quando o canal ainda não havia alcançado a marca atual, Janones atribuiu o crescimento à tentativa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de retirar o grupo do ar. O deputado chegou a agradecer ao adversário pela repercussão.

 

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“O agradecimento é ao senador Flávio Bolsonaro e eu vou explicar o porquê. O crescimento do nosso canal tinha diminuído bastante. A gente, que já chegou a crescer 50, 60 mil pessoas por hora, estava crescendo cerca de 20, 15 mil pessoas por hora”, afirmou.

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Segundo Janones, o ritmo de adesões voltou a acelerar depois que Flávio acionou a Justiça Eleitoral. “Até que o senador Flávio Bolsonaro teve a bendita, a excelente ideia de tentar censurar o nosso canal em um país que funciona sob o regime democrático. E aí sabe o que aconteceu? O canal explodiu”, declarou.

“Exército de Lula” x “Tropa do Flávio”

Segundo levantamento em tempo real desenvolvido pelo Metrópoles, atualizado às 11h30 desta segunda-feira, o “Exército do Lula” registrava 3,7 milhões de seguidores, enquanto a “Tropa do Flávio”, criada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), somava 1,4 milhão. A diferença entre os dois canais chegou a 2,3 milhões de seguidores.

Treta no TSE

A disputa judicial começou depois que Flávio Bolsonaro pediu ao TSE a derrubada do canal de Janones. O caso foi distribuído ao ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que determinou que Lula, Janones e o vice-presidente Geraldo Alckmin apresentassem defesa em cinco dias. A campanha de Flávio recebeu prazo de 72 horas para detalhar as irregularidades alegadas.

No domingo (11/10), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou, em outro processo, a suspensão do canal, proibindo a entrada de novos integrantes e o envio de mensagens.

A decisão, no entanto, foi suspensa pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que restabeleceu o funcionamento do “Exército do Lula” e determinou que o caso seja analisado pelo plenário da Corte.

Nesta segunda-feira (12/10), uma análise da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE, solicitada por Nunes Marques, não identificou a divulgação de notícias falsas específicas no canal entre os dias 2 e 11 de outubro.

A equipe técnica, porém, apontou evidências de atuação coordenada e centralizada para ampliar o alcance de conteúdos digitais. Entre as práticas identificadas estão orientações para que seguidores curtissem e compartilhassem publicações antes mesmo de assisti-las, além de ações coordenadas para impulsionar hashtags nas redes sociais.