Boulos defende fim da escala 6×1 e diz que Nikolas quer “bolsa-patrão”. Vídeo
Boulos participa de eventos em Belo Horizonte pelo fim da escala 6×1 e também falou sobre Flávio Bolsonaro
atualizado
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O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, participa de uma série de eventos nesta quinta-feira (21/5) na capital mineira para promover para além do Congresso o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Ele reafirmou o compromisso do governo Lula em definir a questão este ano e sem fazer concessões à oposição.
Em BH e acompanhado de parlamentares federais e estaduais em evento na Assembleia Legislativa de MG, Boulos acusou o deputado mineiro Nikolas Ferreira (PL) de querer incluir uma emenda “bolsa-patrão” no debate, que seria uma compensação aos empresários pela redução de jornada.
“O relator rejeitou emendas que são descabidas”, disse Boulos. “Querer botar jornada ilimitada, 10, 12 anos para começar a valer não é razoável. Querer botar bolsa-patrão igual um deputado aqui de Minas Gerais, o Nikolas Ferreira, propôs, isso não é razoável”, seguiu o ministro.
Boulos disse que o compromisso do governo é pela redução de jornada sem redução de salários. “Os pontos estão pactuado: dois dias de folga por semana. Essa é uma urgência que veio de um grito da sociedade brasileira”, discursou o ministro de Lula.
Embate com Flávio Bolsonaro
Boulos também comentou em BH a relação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro e avaliou que o mandato do pré-candidato do PL à presidência está em risco.
“A prova veio antes da acusação. O cidadão não era nem indiciado e de repente veio a prova dele pedindo R$ 134 milhões pro Vorcaro, para um filme que, aqui entre nós, acho que ninguém que ouviu aquilo acredita que isso era pra filme. E quanto mais fala, mais se enrola, mais confessa”, disse Boulos, referindo-se a Flávio, Vorcaro e o financiamento ao filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro de Lula seguiu: “O senador Flávio Bolsonaro deve explicações para a polícia e para o Conselho de Ética do Senado”, disse o ministro. “Porque ele queria se colocar para a presidência da República. Nesse momento, acho que o que tá em xeque é o próprio mandato dele como senador da República, porque ele precisa se explicar pela quebra de decoro que ele cometeu”, concluiu.