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Igor Gadelha

O incômodo de deputados com Boulos no debate da PEC 6x1

Integrantes da comissão especial que analisa a PEC do fim da escala 6x1 reclamam que Guilherme Boulos tem ido "acima do tom" nos debates

Gustavo Zucchi21/05/2026 07:00, atualizado 20/05/2026 20:18
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Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
Ministro Guilherme Boulos

Deputados da comissão especial que debate a PEC do fim da escala 6×1 têm expressado, nos bastidores, incômodo com a postura do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, em relação ao tema.

Segundo parlamentares, Boulos estaria repetindo a estratégia de adotar uma postura “bélica” na defesa da pauta, mesmo comportamento utilizado pelo ministro nos debates sobre a regulamentação dos aplicativos de entrega. 

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Guilherme Boulos, ministro da SGPR
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos
Guilherme Boulos, ministro da SGPR
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Guilherme Boulos, ministro da SGPR

MICHAEL MELO/METRÓPOLES @michaelmelo
Guilherme Boulos, ministro da SGPR
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Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos
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Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos

MICHAEL MELO/METRÓPOLES @michaelmelo

Para uma ala da comissão, seria até compreensível Boulos defender de forma incisiva o fim da escala 6×1, como forma de trazer ganhos políticos para Lula. A avaliação, porém, é de que o ministro tem ido “acima do tom”.

A reclamação é de que Boulos vem passando do ponto, especialmente ao falar do período de transição para a redução da jornada semanal de trabalho, das atuais 44 horas para 40 horas.

Boulos defende publicamente que a mudança seja adotada de imeditado. Já uma parte da comissão tenta encontrar um meio-termo, com a adoção de até quatro anos para reduzir a jornada.

Hoje, a proposta considerada mais aceitável na comissão é um meio-termo para a transição: adoção imediata da escala 5×2, com redução de uma hora na jornada e mais três anos para alcançar as 40 horas semanais.

Membros da comissão apontam que a postura do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, tem sido mais colaborativa e avaliam que essa postura poderia ser adotada por Boulos na reta final das negociações.

Maturidade no debate

Por outro lado, interlocutores do ministro dizem que as críticas sobre a posição do ministro fazem parte do embate político. E que Boulos tem frisado, nos bastidores, que é necessário maturidade para fazer o debate no Congresso.

Outro ponto de destaque de aliados é que o objetivo de Boulos não é de apenas fazer o embate eleitoral, e que o fim da escala 6×1 é uma pauta defendida por ele há tempos, e que não pode correr o risco de retrocessos com uma transição longa.

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