Beatriz Vitória: imagens mostram suspeita com soda cáustica em loja de MG.
Vídeos registrados dois dias antes do desaparecimento mostram Carla Luíza, investigada pela morte de Beatriz, manuseando produto químico
Belo Horizonte — Câmeras de segurança flagraram Carla Luíza da Silva, de 23 anos, suspeita de envolvimento na morte de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27, carregando potes de soda cáustica dentro de uma loja em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A substância teria sido utilizada para acelerar a decomposição do corpo da vítima.
O vídeo, que circula nas redes sociais, foi gravado em 7 de outubro, dois dias antes do desaparecimento de Beatriz. Nas imagens, Carla aparece vestindo uma camiseta rosa, semelhante ao uniforme dos funcionários do estabelecimento onde trabalhava, enquanto retira recipientes com o produto químico.
O registro levanta novos questionamentos sobre o planejamento do assassinato. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) já havia apontado indícios de premeditação, incluindo a existência de uma cova preparada antes da morte da jovem.
Além de Carla, Samuel Castro Melo, de 18 anos, ex-namorado de Beatriz e atual companheiro da suspeita, também é investigado. Os dois foram presos em 21 de outubro e tiveram as prisões convertidas em preventivas.
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Beatriz Vitória desapareceu em 9 de outubro, após sair de um bar em Jaboticatubas. Segundo o boletim de ocorrência, a jovem estava com amigos quando um carro parou nas proximidades. Ela se aproximou do veículo e avisou que retornaria em poucos minutos, mas não foi mais vista.
Após quase duas semanas de buscas, o corpo foi encontrado em 21 de outubro, enterrado em uma cova rasa na zona rural da cidade. A vítima estava com as mãos amarradas para trás e apresentava sinais de violência.
De acordo com a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta que o crime pode ter sido motivado por ciúmes ou desavenças entre Beatriz e Carla, atual namorada do ex-companheiro da vítima.
Os investigadores também identificaram mensagens nos celulares dos suspeitos indicando que o casal planejava fazer uma tatuagem conjunta em referência à morte de Beatriz. A existência de uma cova preparada antecipadamente é apontada como indício de premeditação.
Uma adolescente de 15 anos, que levou os policiais até o local onde o corpo estava enterrado, também é investigada por possível participação no crime.
Corpo foi velado por apenas 30 minutos
O estado avançado de decomposição do corpo impediu que a família realizasse um velório convencional. Segundo o advogado Marcus Torres, que representa os familiares, a suspeita de utilização de soda cáustica também dificultou os procedimentos de conservação e preparação.
Por isso, a despedida ocorreu em apenas 30 minutos, em 23 de outubro, no Cemitério Municipal de Jaboticatubas.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do crime e a participação de cada um dos envolvidos.








