
Ana Elisa tenta convencer direita não bolsonarista a votar em Lula
Deputada eleita em MG, Ana Elisa acredita que eleitores de Renan Santos e Kim Kataguiri podem apoiar Lula no segundo turno
08/10/2026 14:44

Belo Horizonte — A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) acredita que eleitores da direita que não são da ala bolsonarista podem apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Segundo a petista, os apoiadores de Renan Santos (Missão) e de Kim Kataguiri (Missão) vão “apertar Lula” nas urnas.
“Acredito que a campanha queira captar votos das terceiras vias, mas é uma premeditação minha. O eleitor de Renan Santos quer a volta da direita no Brasil, e sabemos que, desde que o bolsonarismo tomou conta, não existe mais direita. Ela foi engolida”, afirmou em entrevista à GloboNews, nesta quinta-feira (8/10).
Ana Elisa avaliou que parte desse eleitorado busca uma alternativa ao bolsonarismo, vertente que chamou de “direita falsificada”, e, por isso, poderia considerar o voto em Lula na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL). “Eles apertam Lula, mesmo não declarando voto publicamente”, falou.
Mudança na comunicação de Lula
Durante a entrevista, a deputada eleita também criticou o que chamou de “jeito velho de fazer política” e defendeu mudanças na comunicação da campanha de Lula, especialmente nas redes sociais. “Hoje, com os novos tempos, é preciso mudarmos a política. Ainda há tempo de dominarmos as redes sociais”, declarou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAna Elisa contou que participou de reuniões com integrantes da equipe do presidente na última terça-feira (6/10), que se estenderam até as 22h. Segundo ela, também conversou com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) sobre estratégias para ampliar a presença digital da campanha.
“Ele [Lula] recebeu muito bem o que eu falei. Entendeu que precisa estar nas redes sociais”, relatou.
Disputa por votos em Minas
Ao comentar o cenário eleitoral em Minas Gerais, Ana Elisa afirmou acreditar que Lula ainda tem espaço para ampliar sua votação em diferentes regiões do estado. Ela também defendeu uma comunicação voltada à redução da abstenção no segundo turno.
“Existe a possibilidade de captarmos votos em todas as regiões, principalmente em Minas. Temos grande índice de abstenções e precisamos fazer uma comunicação contundente para explicar que as filas vão ser mais rápidas”, afirmou.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula em Minas Gerais, com 5,7 milhões de votos, contra 5,1 milhões do petista. O candidato do PL também venceu em nove dos dez maiores colégios eleitorais mineiros, enquanto Lula ficou à frente apenas em Juiz de Fora, na Zona da Mata.
Os dois candidatos voltarão a se enfrentar nas urnas em 25 de outubro.



